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A Defesa da música pela esperança na Paz

por Rui Vilela, em 18.12.15

Von Karayan, um dos maiores maestros de sempre que gravou muitas obras na Deutsch Gramophone



Olhamos para a música desde que ela se tornou democrática, ou seja desde que as grafenolas vieram para o mercado, inicialmente até foi Edison que criou isto gravando num cilindro o primeiro registo sonoro. Esse foi o tiro inicial, depois foram as grafenolas com cornetas como conhecemos que amplificavam o som dos primeiros discos de vinilo de 78 rpm, aqui nasceu o fenómeno que hoje conhecemos como "pipocas". Inicialmente apareceram as primeiras gravações de gospel, música clássica, jazz, ou seja a música que dominava a cultura do início do século XX. Chegamos a 1948 e aparece o vinilo de 33 rpm que deixou a grafenola e os discos de 78 rpm a um canto, a música continuou a ser o reflexo da cultura que existia, novos estilos apareceram como o Rock com Elvis ou Buddy Holly e Ray Charles que abriram o mundo para novas sonoridades. Também temos de ver que a industria dos equipamentos musicais também estava a mudar, aparecem as guitarras electricas Fender Stratocaster e as Gibson Les Paulo com o amplificador de eleição para som limpo o Vox. 

 

Chegamos à década de 60 e se já era enorme a venda de discos com Elvis a liderar as vendas começamos a ter em 1963 a invasão britânica que já tinha tido começado em 1961 com os The Shadows. Até agora a gravação era em mono ela só começa a aparecer em Stereo nos discos LP's e aqui começa verdadeiramente a Alta Fidelidade no campo da música. Temos de ver que na altura a Rádio era o principal veículo para distribuir música para as massas e a Radio Caroline (rádio pirata) contornava a ditadura das rádios estatais. Ao mesmo tempo os pedais e amplificadores de guitarra, orgãos e teclados, melhoram e nascem novas sonoridades que empurram ainda mais a industria musica. É com a etiqueta Atlantic que o salto ainda se torna maior quando se antes apostavam em grupos de Jazz, Gospel, R&B apontam as baterias para uma banda que era o rescaldo dos Yardbirds, estou a falar dos Led Zeppelin.

 Fins da década de 60 e inícios da década de 70 aparecem aparelhagens dedicadas para tornar a experiência do ouvinte melhor, para transmitir o máximo que uma gravação stereo podia dar ao ouvinte. Nasceu uma autêntica industria de amplificadores e colunas tanto do lado britânico como do lado americano, e alguma coisa do lado do Japão. Nascem os gravadores de fitas que eram uma consequência portátil do que se usava em estúdio para gravar bandas, nascem as cassestes philips, tudo com o intuito de procurar cada vez mais melhorar a experiência sonora. 

 Von Karayan e os representantes da Philips e Sony no lançamento do CD em 1978

 

Em 1982 é comercializado o CD como resposta a ter uma experiência musical melhor mas sem pipocas, foi com o album Brothers and Arms dos Direstraits que o CD finalmente começou a ser adoptado em larga escala e os vinilos a serem postos à margem. Mas cedo os audiófilos verificaram que a passarem de vinilos para CD's era péssima, e havia uma explicação para isso : os vinilos eram analógicos tinham o espectro todo das frequências gravadas (mesmo as que não ouvimos)  e o cd era a 44khz e 16 bits ... afunilava a qualidade musical que já existia. Com isto muitos vinilos não passaram para digital, há gravações que se perderam e a industrial dos vinilos e todo o hardware associado foi abaixo ... era como uma nova versão de Windows a aparecer nos pc's. Vi numa sala de testes de aparelhagens de alta fidelidade que se ouvia um LP da DG com aparelhagem com amplificador McIntosh, colunas Bose mesa utopia, um prato de giradiscos francês e uma agulha com ponta de diamante ... Podia ser caro claro mas deu-me uma lição, o LP parecia que estávamos a ouvir a música em 3 dimensões, era o Lago dos Cisnes, ouvia a orquestra separada por camadas e conseguia ouvir um instrumento de cada vez ... quando o meu amigo coloca um cd na mesma aparelhagem parecia que tinha uma parede à minha frente.

 CD remasterizado


Para colmatar estas queixas dos audiófilos catálogos inteiros de artistas foram remasterizados, ou seja foram equalizados para se ouvir mais as frequências que não estavam muito audíveis ... mas a m... era a mesma não se ouvia tudo. Chegamos ao séc. XXI e aparec o DVD-Audio, o SACD, formatos com grande resolução que andaram à pancada literalmente ... se bem que a esmagadora maioria dos SACD eram compatíveis com os CD's. Temos de ver que um SACD tinha e tem um pico de 2,1Ghz que permite guardar com fidelidade uma gravação analógica sem perda de dados, foi isso mesmo que a Philips e a Sony pensaram porque as fitas magnéticas dos masters já estavam a perder propriedades ... a cola que as colava.
Mas vemos um fenómeno ao mesmo tempo aparece em 2003 o mp3 em larga escala a destruir o comércio musical, a música foi vendida de graça às camadas jovens ... como se o trabalho dos músicos fosse grátis, havia gajos em que descarregavam gigas de mp3 de discos e vídeos e os vendiam  a miúdos. Mal eles sabiam que as operadoras de telecomunicações sabiam e sabem o que eles faziam, por isso por muito que escondessem os Ip's das máquinas, Mac Adresss e Proxy's estavam lixados por causa do IPv6 ... e não só todos os sistemas operativos Windows e Unix versão open-source têm portas de comunicação com o fabricante para saber o estado da máquina. 

 

Aconteceu o que eu ouvi, músicos que viviam dos royalties de discos que tinham vendido no passado passaram a passar fome em 2003 como se quisessem por um lado limpar a memória colectiva do país e do mundo ou até mesmo anular a esperança na Paz que eles antes tinham dado. Aqueles que amam a música viram que era uma enorme injustiça e não deixaram de ajudar comprando cd's, e também a chamarem sempre a atenção daqueles que faziam downloads de que os músicos nas cadeias das desde as lojas às editoras eram sempre aqueles que recebiam menos. Só para verem uma coisa, uma banda como Rolling Stones ao lançar um CD se o disco nos custa 19 euros, 1 euro por cada disco vendido em qualquer lado era para eles, o resto tirando o IVA 14 euros eram o preço de armazém vindo da editora e façam as contas ao resto que era o que sobrava para pagar salários de funcionários. Isto não foi só cá em Portugal foi praticamente em todo o mundo, editoras perderam peso ( resta saber se o negócio delas era honesto ) não sei se sabem mas a EMI fazia contractos de 25 anos ... obrigava os músicos a serem escravos e muitas vezes a gravarem discos que iam contra tudo o que eles gostavam e defendiam ... daí que se vê em alguns artistas discos que mais valiam não terem saído, como se as próprias editoras quisessem lixar-lhes a vida para quebrarem o contracto e não terem direito a mais nenhum dinheiro dos Royalties ... isso aconteceu com Jean Michael Jarre quando saiu da Disques Dreyfus e pode-se explicar como os Beatles durante muito tempo não puderam colocar no iTunes da Apple os seus discos que inspiraram gerações.

Jean Michael Jarre quando fez o Oxygene, Website : http://jeanmicheljarre.com 




Por muitas injustiças com músicos Jean Michael-Jarre foi eleito pelos colegas e amigos como o representante dos direitos dos músicos na União Europeia. Mas a música tinha de dar uma volta, começaram a aparecer serviços em Streaming para se poder ouvir música como os mp3 mas com a oportunidade de poderem por um preço bastante mais barato terem uma conta sem publicidade e continuarem a ouvir música.

Baboom, uma startup portguesa com um modelo de negócio inovador orientado para os artistas
Website : https://baboom.com/ 


Existem vários mas dois claramente se destacam, o Baboom e o iTunes, o primeiro tem por detrás um dos ex administradores da Sony Music que tem um grande currículo que dá garantias de confiança no que é lá colocado por artistas que querem lançar as suas obras e que provavelmente antes no mundo das editoras sem ética (EMI) eles nunca seriam ouvidos ou gravados, podem também sugerir lojas de vendas cd's e LP's caso não exista em catálogo. Pessoalmente acho que podiam na empresa ajudar os artistas fornecendo informação sobre estúdios de gravação perto da área geográfica e indicar lojas de instrumentos musicais perto da localização geográfica dos artistas e até locais para darem concertos em Portugal e no mundo claro, de modo a que o negócio fosse uma autêntica cooperativa como aquelas que ajudavam os agricultores em Portugal. Um verdadeiro comércio justo e global como Adam Smith sonhava ... com ética.

Mais informações sobre a Baboom aqui : https://baboom.com/about

 Apple, Website : http://www.apple.com/pt/itunes/


Temos depois num nicho de mercado completamente diferente o iTunes que não se conhece nenhum escândalo de o Itunes da Apple não respeitar as editoras que ainda existem e os artistas ... o mesmo não se pode dizer do Spotify. E claro para o Spotify crescer em tão pouco tempo dando quase de mão dada a música só poderia ser uma nova estratégia que é velha ... um mp3 travestido para tentar mais uma vez dar cabo da industria musical que ainda existe. A Apple graças à visão de Steve Jobs deu durante as últimas décadas de que o que faz é de qualidade e respeita os direitos de quem trabalha e neste caso os artistas, temos a garantia de que Tim Cook segue a mesma cultura ... oferecer sempre o melhor com o objectivo de melhorar a sociedade, dando mais liberdade e igualdade de direitos.

 Para acederem ao Google Music, website : https://play.google.com/store/music


Não instalem no Windows, todos sabemos que o iTunes num PC não faz muito sentido, no caso de terem um PC também podem escolher outro serviço o Google Music que não se conhece escândalos com editoras ou artistas, ainda mais quando se sabe claramente que neste momento estão a forçar as pessoas a irem para o Windows 10 mesmo alguns não tendo máquinas para o suportarem. Para continuarem a ouvir música em PC's no Google Music usem uma distribuição Linux como Ubuntu, fácil de utilizar e como já disse sem problemas de vírus.

Como instalar o Google Music : https://support.google.com/googleplay/answer/4515411?hl=pt
Como configurar o Google Music : https://support.google.com/googleplay/answer/1291788?hl=pt-PT

Mais alguma informação enviem email para : ridebike1977@gmail.com

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publicado às 09:53

O Racismo latente em Portugal

por Rui Vilela, em 11.12.15

 

Se há algo que veio dar paz à sociedade portuguesa foi desconstruir  o racismo latente no Estado Novo corporizado por Salazar e seguindo o que se passava no resto da Europa, Alemanha, Itália e Espanha.
Eusébio foi um escravo de Salazar nem sequer podia ir para fora de Portugal, era propriedade da Nação. Eu pergunto como é que um jogador era assim tão importante e não podia sair de Portugal quando outros saíam ? Em 1966 Portugal ganha à Inglaterra no campeonato europeu de futebol, foram minados para que não ganhassem o jogo ... mas desculpem de certeza que não foram pelos ingleses porque os ingleses têm ética, e agora se formos a ver o escândalo Ballêt Rose em 1967 ? Coincidência do carago não ? Seria a selecção portuguesa e o Benfica dois pólos do Ballêt Rose ? Deixo para vocês as respostas a estas perguntas, mas é mais que justo que Eusébio esteja no Panteão Nacional, não porque fosse o jogador que foi mas foi o primeiro preto a entrar no Panteão Nacional, o equivalente ao General Collin Powell ao chegar ao Chefe Supremo das Forças Armadas Americanas.
No contexto da sociedade antes de 1974 pretos, indianos, chineses, judeus e mulatos eram simplesmente marginalizados daí a ideologia fascista fazer o culto da "Raça" que vimos claramente um chefe de estado a dizer há poucos anos que o dia 10 de Junho era o dia da "Raça" ... esqueceu-se que era o dia de todos os portugueses de todas as cores e credos e orientações sexuais. Daí se explica por exemplo a forte oposição deste chefe de estado ao Primeiro Ministro da altura e se formos a ver  a não votação do PEC IV e a saída do mesmo de Portugal.  Não eram só os judeus as vítimas, e temos a Guerra do Ultramar para ir buscar recursos e a do Vietnam ao mesmo tempo para desviar a atenção do mundo, o racismo era também uma realidade nos EUA veam só que o Reverendo Martin Luther King foi assassinado em 1968.
Voltemos para Portugal, uma das vantagens que a descolonização trouxe foi precisamente começar pela abertura de mentalidades que muitos retornados traziam, modos de estar, ideias muito à frente, culturas diferentes que se viam na alimentação ... chamuças é um prato tipicamente indiano ... e até mesmo na abordagem na cultura de trabalho. Mas o mais importante foi começar a criar os alicerces para uma sociedade livre, livre no início do complexo do tom de pele, começou-se a alicerçar a igualdade de direitos precisamente pelo tom de pele, porque como sabemos não vieram só retornados brancos. 
Levou tempo  a que a sociedade portuguesa assimilasse essa nova cultura de valores e ideias, mas no entanto os cogumelos podres foram ao mesmo tempo plantados na sociedade portuguesa, é preciso ter em conta que em 1974 a sociedade portuguesa era extremamente conservadora por causa do regime e por causa de grande parte Igreja Católica. No entanto vemos claramente uma plantação intensiva de cogumelos nos governos de Cavaco Silva onde o tom de pele era claramente um elemento de eliminação de CV, é histórico e está bem documentado em livros de economia que foi o período em que mais pessoas entraram na função pública portuguesa ... ou seja se o euro com forte indexação prejudicou as exportações também o aumento do peso do estado se deve a este grande estadista.

 

José Sócrates, Primeiro Ministro de Portugal de 2005 a 2011

 

Só quando Sócrates se torna Primeiro Ministro de Portugal os direitos e liberdades e garantias, finalmente o casamento homossexual foi aprovado e só no fim do cargo do sr. Presidente da República o Parlamento se uniu para aprovar finalmente a adopção de crianças por parte de casais homossexuais. 




 

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publicado às 09:48

O direito dos intersexuais a serem livres

por Rui Vilela, em 26.11.15

 

 

Devido muitos séculos à falta de conhecimento científico foram introduzidas nas sociedades tradições e costumes no cotidiano, não se podia dar um peido porque era mal cheiroso, não se podia arrotar porque ficava mal, não se podia espirrar abertamente, não se podia berrar a quando de um orgasmo. Com o avanço da ciência e com o estudo comportamental na psicologia chegou-se à conclusão de que não existem padrões nos serem humanos:  existem homens com mais hormonas masculinas que outros homens e mulheres com menos hormonas femeninas de que outras mulheres, existem homens que nascem homosexuais, homens que nascem intersexuais, homens que nascem bixsexuais, homens que nascem heterosexuais. Mas a sociedade por ser tão machista devido a padrões introduzidos por dogmas condicionou a liberdade sexual de muitos seres humanos, com isso esqueceram-se que as mulheres também tinham exactamente os mesmos padrões de  orientação sexual. 
As pessoas intersexuais só recentemente começaram a ser reconhecidos na sociedade contemporânea, um homem nasce com ovários ao mesmo tempo que tem o sistema reprodutivo de um homem normal, uma mulher nasce com os dois aparelhos reprodutivos ... sim um pênis e uma vagina. Durante muito tempo pensou-se que as mulheres com este problema para assumirem uma das orientações sexuais e mais propriamente a com a qual a sociedade as julgava  ... a feminina ... eram castradas. O problema é que não se pode enganar a natureza, quanto mais um ser humano ignora a condição com que nasceu irá criar mecanismo de autodefesa fechando-se da sociedade, temos um caso que condicionou o mundo e com ele milhões de seres humanos morreram em nome de pátrias e bandeiras ... tudo por causa de dois seres humanos que não queriam assumir a sua orientação sexual, sim Hitler e Estaline e no limite Lenine. O facto de terem sido marginalizados pela sociedade em que viviam fechou-os, tornou-os pessoas revoltadas e consequentemente pessoas radicais nos seus ideais ... ou melhor "paixões".
Está na altura de as sociedades, as Constituições, independentemente se são republicanas ou monárquicas, respeitarem os direitos de todos os seres humanos e não os condicionarem a serem o que não são. Se isto for possível temos a fé de que este mundo será melhor e de certeza que a Paz será uma realidade, a nossa Liberdade acaba quando põe em causa a Liberdade dos outros. Está na altura de a Grei deixar de estar acorrentada em frente à fogueira e de ser livre.

 

 

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publicado às 20:17

Audiências

por Rui Vilela, em 08.05.15

Não pode valer tudo para ganhar audiências, ninguém tem o direito a gozar com outros só porque são diferentes. Foi um péssimo exemplo da SIC e com isto é o pior programa de Ídolos que vi até hoje, deixou de ser um programa de caça talentos para ser um programa de humor de baixo nível ...

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publicado às 12:16

Show me the money, Varoufakis

por John Wolf, em 27.02.15

500-euros

 

Provavelmente da próxima vez que escrever uma pequena nota neste blog estaremos todos felizes e contentes no mês de Março. O Banco Central Europeu (BCE) havia anunciado, e vai cumprir: irá dar início ao seu programa de quantitative easing no mês que está a chegarOs mercados financeiros e accionistas irão bombar como um drogado que acaba de receber uma injecção no veio central da sua existência. A compra de títulos de tesouro por parte do BCE é um doce para os especuladores, mas não gera efeitos imediatos na economia real. Vimos como foi nos EUA, mas a Europa será um caso à parte. Na América puseram o dedo na ferida, por exemplo com a intervenção no âmbito dos Mortgage-Backed Securities (MBS). Contudo, na Zona Euro poderemos esperar por um efeito que não carece de uma explicação complexa. A injecção de liquidez, por via directa ou indirecta nas economias, afecta o valor das divisas subjacentes. Neste caso, poderemos contar com uma ainda maior desvalorização do Euro. Por um lado, essa condição cambial ajuda as exportações da Zona Euro, e, por outro lado, uma vez que a deflação parece reinar na Europa, existe margem para aumentar os níveis de oferta de liquidez. A inflação até é desejável, e por mais do que um motivo, mas sublinhemos o facto das dívidas dos Estados serem mais facilmente mitigadas se a divisa em que as mesmas se expressam menos valerem. Aquilo que vai ser iniciado em Março pelo BCE não irá clarificar a complexidade da situação económica em que se encontra a Europa. Sempre que a economia real não funciona, os bancos centrais escrevem ficção de recuperação - imprimem dinheiro e são uns mãos largas. As bolsas europeias decerto que irão bombar, e os hedge funds e especuladores farão as suas apostas certeiras, mas o cidadão comum será excluído dessa festa. A Grécia deixar-se-á envolver nesse turbilhão de ilusões e aproveitará o mesmo para extrair dividendos. Varoufakis e os demais pseudo anti-capitalistas dirão que é um claro sinal de recuperação. Mas os mais avisados sabem que isso não é verdade. Aqui deixo o meu aviso. E eu nem sequer sou um especialista na matéria.

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publicado às 22:09

A noite Grega dos Óscares

por John Wolf, em 22.02.15

Unknown

 

Melhor Filme - "A grande crise Grega"

Melhor Filme Estrangeiro - "Varoufakis, the man from Down Under"

Melhor Argumento Original - "Os Reféns da Dívida"

Melhor Actor Principal - "Yanis Varoufakis"

Melhor Actor Secundário - "Wolfgang Schäuble"

Melhor Actriz Principal - "Christine Lagarde"

Melhor Actriz Secundária - "Maria Luís Albuquerque"

Melhores Efeitos Especiais - "Alexis Tsipras"

Melhor Banda Sonora - "Syriza"

Melhor Guarda-Roupa - "Yanis Varoufakis"

Melhor Curta-Metragem - "Somos do PS"

Melhor Filme de Comédia - "As garotas do BE"

Melhor Filme de Animação - "O Cachecol Mágico"

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publicado às 18:26

Rogoff allez allez!

por Faust Von Goethe, em 17.03.13

Congratulo ao Estado Sentido por ter chamado à atenção-e bem-para o uma entrevista de Kenneth Rogoff no jornal Expresso. Foi curiosamente tema da minha palestra pública em Alcobaça, enquadrado nas celebrações do "Mathematics of Planet Earth 2013". 

A boa notícia que posso dar é que os alertas de Rogoff assim como os alertas do Clube de Roma (desaparecimento de 5 biliões de habitantes do planeta terra em 2030) estão [quase] certas. A má notícia é que, para resolvermos grande parte da crise global, vamos ter de voltar aos bancos de escola para estudar ecologia e termodinâmica. E se me permitem, teremos de voltar a estudar autores como Charles Darwin e Karl Marx (que ao contrário do que a história veio profanar, em nada tem a ver com o Estalinismo).

Para os eventuais interessados, informo que disponibilizarei os slides (em formato PDF) da minha palestra para consulta assim que o evento seja noticiado pela imprensa regional de Alcobaça/Nazaré na próxima 5ª feira.

 

 

 

 

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publicado às 15:11

Notas Soltas #2

por Faust Von Goethe, em 17.03.13

I

 

Há dias atrás, um grupo de celebridades da nossa plebe lançou o Manifesto pela Democratização do RegimeEmbora concorde em grande parte com o que foi escrito no manifesto, discordo totalmente do título adoptado e porquê? Porque problema de Portugal não é falta de democratização mas de perda de soberania. Será que alguns dos signatários que assinou por baixo o manifesto percebeu?! Embora possa ser outra história, é talvez a questão chave a ser discutida numa fase em que estamos sob o diktat e a tutela da troika.

 

 


II


Mais uma avaliação da troika e mais um desvio colossal nas previsões de Gaspar. O grande erro de Gaspar e de muitos dos economistas com pergaminhos passa por assumir que as economias, para recuperarem, tem de crescem a ritmos rápidos e exponenciais a longo e médio prazo. Esquecem-se porém que os recursos disponíveis para o fazer são finitos.

O exemplo mais actual nesta direcção é a economia chinesa, que experimentou um crescimento exponencial rápido entre 1996-2010. No entanto, de 2010 para cá começou a abrandar progressivamente.

Moral da história: Falar em crescimento é fácil. Difícil é saber como [voltar a] crescer.

 



III

 

Todo este novo discurso de pobreza do actual papa é um excelente bálsamo para conduzir um rebanho de pessoas que acreditam que a pobreza é o caminho da fé e da salvação, o que não deixa de ser demagógico. Tendo em conta as linhas geral da ONU sobre os direitos humanos, viver na pobreza deverá ser sempre uma escolha individual e nunca uma imposição de culto como está a tentar passar-se (Snif Snif...) Espero que Francisco não confunda com estas coisas o papel da igreja com o papel dos governos, papel esse que passa por minimizar as desigualdades socio-económicas em termos de renda per capita.

 

 

 

IV

 

Tenho notado que existe alguma aliteracia financeira em certos comentadores, quando falam de agências de notação financeira e de sustentabilidade da dívida.
Convém esclarecer que quando se fala em sustentabilidade da dívida, o que interessa não é muitas vezes o que se deve mas o que se tem que pagar em termos de seguro de dívida a.k.a Credit Default Swaps. Neste caso, o valor que o estado terá de assegurar caso haja incumprimento.
Só no ano passado, as seguradoras que atuam no mercado português investiram [a descoberto] cerca de 8,7 mil milhões de euros em títulos de dívida pública portuguesa, correspondentes a 67% do total de 13 mil milhões de euros investidos, no total.
E agora, perguntam vocês: "O que isto significa?". Muito simples. Os mercados financeiros estão a apostar que o doente não é capaz de pagar o que pediu emprestado. Por outras palavras, os investidores na eminência do doente morrer da doença, apostam tudo na sua "morte" imediata. 



V


Para terminar, um episódio bizarro da política regional dos dos estados unidos no seu melhor:


"Ed Orcutt, senador do estado de Washington, defendeu que andar de bicicleta provoca mais dano no ambiente do que circular de automóvel. Razão? Com o aumento do ritmo cardíaco, há mais emissão de dióxido de carbono. Entretanto, Ed arrependeu-se do argumento usado para sustentar a sua teoria. "


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publicado às 00:52

#2M

por Faust Von Goethe, em 02.03.13

Não fui à manifestação #2M, não por ser contra este tipo de MANIFS mas por motivos profissionais, ou melhor, por ter de adiantar trabalho. Manifestações espontâneas como a de hoje sempre serão bem-vindas.

Por aquilo que estou a acompanhar, tanto na TV como nas redes sociais, ficou hoje claro -assim como ficou claro com as eleições italianas-que as pessoas estão "saturadas disto"!

O que mais me impressiona neste tipo de manifestações não é ver jovens sem consciência social a manifestar-se ou a traulitar mal um refrão. O que impressiona é ver pessoas da idade dos meus pais e avós em situação de pré-rotura social. Gente sem casa e casa sem gente é o cenário que se avizinha caso não haja uma viragem em rumo ao precipício.

Tirando a parte do aproveitamento político que há por parte dos partidos mais à esquerda-o que não é de estranhar, pois eles não assinaram o MoU - dá-me pena ver, os que não foram, criticar e gozar em tom jocoso, com os que foram.  Adiante!

 

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publicado às 19:08

A privatização da água. Alguns modelos europeus

por Faust Von Goethe, em 27.02.13

Por Eduardo Dantas no seu blog pessoal:

(...)
Em relação à privatização da água, o problema coloca-se mais no envolvimento do sector privado na gestão dos serviços de abastecimento de água, do que na propriedade, por parte do sector privado, de títulos de utilização dos recursos hídricos – que permitem a sua venda – ou envolvimento deste no financiamento de infra-estruturas e serviços. Tem sido a privatização dos serviços de abastecimento de água – com um rol de casos, espalhados pelo mundo, que poucos benefícios trazem para o consumidor final – que mais controvérsia tem gerado. Até 1980 - com excepção da França e de alguns fornecedores privados em Espanha e Grã-Bretanha - o sector da água era detido e gerido por entidades públicas. Aliás, ainda hoje, cerca de 70% do europeus bebem água distribuída por operadores públicos ou, maioritariamente, públicos. Ora, com um mercado potencial tão vasto, é compreensível o apetite dos privados. 

(...)

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publicado às 20:32

Notas Soltas #1

por Faust Von Goethe, em 27.02.13

I
 

Anda meio mundo preocupado com as eleições em Itália e a cantar de Grillo. Não vale a pena!
As eleições italianas provaram que a democracia ainda funciona e provou que os políticos italianos, por mais corruptos que sejam, são velhas raposas.
Destas eleições, há apenas 2 observações a reter:
i) Os italianos são pró-europeus mas anti-bruxelas.
ii) O resultado das eleições italianas coloca em causa o processo de integração europeia.


II


Ainda sobre o cantar de Grillo: Portugal já teve os seus Grillo's mas com apelido mais comestível que nos traz à memória fiambre e salsichas enlatadas. Da ascenção meteórica (candidato a PR) à queda (candidato a presidente da AR) foi um instante durou menos de 1 ano.
É assim que devemos olhar para candidatos de protesto sem qualquer substância política e sem consciência social. Se falássemos da ascenção política de líderes como Morales (Bolívia) e Correa (Equador), aí a estória seria outra e teríamos mais que investigar. É com estes líderes de protesto que a Europa deveria aprender.

 

III

 

Que me perdoem a minha falta de patriotismo, mas não encontro no cancioneiro Português música tão interventiva, do ponto de vista social, como as músicas da época em que surgiu o movimento tropicalista no Brasil. Qualquer música dos Mutantes mete, em termos de conteúdo, músicas como "Grândola Vila Morena" entre outras a um canto. Falo-vos de riqueza musical e de multiculturalidade.  

Ao contrário da música de intervenção em Portugal, sempre ligada ao saudosismo de uma pátria longínqua e utópica e associados aos movimentos de esquerda, com especial incidência a sul do rio tejo e e alentejo, o movimento tropicalista [brasileiro], para além de ser um movimento de protesto usando técnicas análogas ao que os escravos usavam quando desenvolveram a Capoeira, contribuiu-e muito- para a revolução cultural do brasil até aos dias que correm.
Pelo Brasil, Caetano Veloso e Gilberto Gil que lançaram as suas carreiras, em paralelo com a ascenção do movimento tropicalista, ainda produzem. Por cá, os resquícios de Zeca (Zé Mário Branco, Janita Salomé, Vitorino et all ) parecem já estar "embalsamados". Resta-nos, numa esperança saudosista, entoar o seu cancioneiro, até que a garganta nos doa. 

Ter começado recentemente a estudar história e os costumes do Brasil dá nestes devaneios psicadélicos.


IV


A par da igreja católica, os relacionamentos também estão em crise, ou talvez, em metamorfose.

Nos tempos que correm, é tão ou mais mais importante assumir um compromisso/matrimónio online numa rede social que assumir propriamente o mesmo perante a igreja, ou até mesmo perante o registo civil. 
Esta é a conclusão que retiro dos lembretes e avisos que recebo regularmente na minha conta de Facebook.


Adenda: A rúbrica "Notas Soltas"-que hoje começa-é uma rúbrica tendenciosa, consciente mas ao mesmo tempo, provocatória. As opiniões aqui expressas são da total responsabilidade do autor. 

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publicado às 11:40

Flashback d'O Estado da Nação.

por Faust Von Goethe, em 26.02.13

 

Portugal sempre foi um país de treinadores de bancada e de profetas da desgraça. Não era preciso sê-lo para adivinhar o que vinha aí!

O desastre orçamental com que Portugal está actualmente confrontado mostra que as previsões do Banco de Portugal foram as únicas que estiveram sempre em linha com a execução orçamental.

Os posts abaixo foram escrito por mim há um punhado de meses atrás. Só falta mesmo colocar em cima da mesa a questão da renegociação da dívida como forma de evitar um eventual colapso.

 

(...)No próximo ano será Itália que fará a Europa mexer. Ninguém sabe ainda o que fazer, tendo na mira um eventual regresso de Berlusconi e tendo um Monti que, embora enfraquecido, persiste em levar avante uma agenda austera e reformista. A janela que o liberalismo entreabriu no século XIX para a fomentação da democracia através do exercício parlamentar pode, em pleno século XXI, voltar a fechar-se caso os juízes alinhados politicamente ou dissidentes, usem o tribunal constitucional como panteão da democracia.

(...) 

em 2012-O Caleidoscópio da Crise.

 

(...) é bem provável que a redução no investimento por parte dos privados durante o próximo ano assim como outras componentes da despesa agregada anexadas à flutuação das taxas de juro-consequência directa da dívida pública se situar na casa dos 120%- conduzam ao tsunami que advém do 'credit crunch'-o 'crowding-out'.


em O segredo que não passa de uma mera constatação.

 

(...)

Por mais que Álvaro Santos Pereira e Assunção Cristas tentem vender que este Orçamento de Estado tem medidas que visam ao potenciar do crescimento económico e ao estimular do empreendedorismo em áreas como a economia e a agricultura, uma coisa ficou clara para aqueles que já tiveram oportunidade de ler as linhas gerais do Orçamento de Estado para 2013. Quem vai pagar os devaneios de Santos Pereira, Cristas e dos restantes ministros [empenhados em fazer obra] não é o investimento replicativo. São os contribuintes.
(...) 

em Estamos saturados disto!

 

(...) 

Tal como Portas [e Gaspar], acredito que dentro de um ano teremos a balança comercial equilibrada. No entanto, a tendência de queda acentuada do poder de compra a nível interno, irá fazer disparar as falências e o desemprego. Por conseguinte, a diminuição do número de trabalhadores a descontar irá aumentar as despesas com a segurança social. Logo, a probabilidade de não cumprirmos com as metas do défice em 2013 é bastante elevada. Em termos gerais, esta é uma das conclusões que se pode retirar após ler o Global Outlook para o quarto trimestre do banco [francês] BNP Paribas.(...)

 

em O Estado da Nação

 

(...)
Houve um deslumbramento inicial da 
blogosfera pela troika e pelas promessas [incipientes] deste [novo] governo- o governo falava e os bloggers ouviam e reproduziam mimeticamente a mensagam, sem vacilar. Demorou algum tempo até que a blogosfera reagisse, ao questionar a eficiência das medidas de austeridade. No entanto, com o agravar da crise e com a percepção do cenário global da crise do euro, as opiniões mais antagónicas de alguns bloggers começaram a fazer sentido e a passar, opiniões essas que começam a influenciar os restantes bloggers, da esquerda à direita. (...)


em  Blogar em tempos de crise.

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publicado às 08:22

Expresso da Lusitânia-Digest (*)

por Faust Von Goethe, em 12.02.13
Palavras do Papa no Consistório em que anunciou a resignação
        

Queridíssimos irmãos,

Convoquei-vos para este Consistório, não apenas por causa das três
canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande
importância para a vida da Igreja.

Depois de examinar reiteradamente a minha consciência perante Deus, cheguei
à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer
adequadamente o ministério de Pedro (petrino).

Ler mais em:

http://maislusitania.blogspot.pt/2013/02/palavras-do-papa-no-consistorio-em-que.html

 

Para acabar de vez com o equívoco (ou não)
da social-democracia e outros mitos   
 
Historicamente, a expressão social-democracia tem origem em França, em
Fevereiro de 1849. Depois de derrotados na Revolução de 1848, os grupos
revolucionários agrupam-se no Partido Democrata-Socialista ou
Social-Democrata, sendo esta forma abreviada (social=socialista) a mais
comum.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/11/para-acabar-de-vez-com-o-equivoco-ou.html



Salazar e os actuais políticos pedintes
Memórias de um outro Portugal
 
Corria o ano da graça de 1962 (já lá vai meio século). A Embaixada de
Portugal em Washington recebe pela mala diplomática um cheque de 3 milhões
de dólares (em termos actuais algo parecido com 50 milhões €) com
instruções para o encaminhar ao State Department para pagamento da primeira
tranche do empréstimo feito pelos EUA a Portugal, ao abrigo do Plano
Marshall.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2013/01/salazar-e-os-actuais-politicos-pedintes.html

  

O medo de Salazar… 
 
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), dependente do
Ministério da Justiça, decidiu não autorizar o rótulo «Memórias de Salazar»
com que o Município de Santa Comba Dão pretendia comercializar algum vinho
da região.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/12/o-medo-de-salazar.html

 

Universidade católica ou caótica?  
 
Quem seguir relativamente de perto o que se passa na Universidade Católica
Portuguesa não pode deixar de se interrogar sobre a sua natureza real no
que toca ao cristianismo é à sua missão.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2013/01/universidade-catolica-ou-caotica.html

 


 

O abortista e pro-invertidos Obama é o maior
para a senhora professora da «católica»
 
A senhora professora liberalóide da universidade caótica (dita Universidade
Católica Portuguesa) Lívia Franco participou mais uma vez no programa da
Sic Notícias Opinião Pública (22.1-2013). Com tanto tempo de antena, o
Balsemão e seus assalariados lá sabem porquê.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2013/01/o-abortista-e-pro-invertidos-obama-e-o.html

 

A lei de «identidade de género» e os limites
da omnipotência do legislador (1)
 
No momento em que escrevo [2010], está em discussão numa comissão da
Assembleia da República o Projecto de Lei nº 319/XI, do Bloco de Esquerda,
que «altera o Código de Registo Civil, permitindo a pessoas transexuais a
mudança de registo do sexo no assento de nascimento»[1].

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/12/a-lei-de-identidade-de-genero-e-os.html

 


As finanças do PCP e a sua morte anunciada
 
A implosão da União Soviética veio criar aos partidos comunistas alinhados
com Moscovo vários problemas. O mais óbvio problema foi o do desprestígio
político adicional a que ficaram sujeitos com a desagregação do «paraíso»
terreno que apregoavam. Mas a este juntou-se outro que foi corroendo os
partidos moscovitas: o fim do financiamento das suas máquinas de
organização e propaganda.

Ler mais em:
http://www.maislusitania.blogspot.pt/2013/01/as-financas-do-pcp-e-sua-morte-anunciada.html

 

 
Os nossos historietadores e o chamado
«homem novo» do Estado Novo 
 
No documentário gauchô da RTP2 sobre António Ferro (lá voltaremos no devido
momento), os historietadores do regime da III República Irene Pimentel e
Fernando Rosas, ambos da escola da historiografia marxista, criticam o
Estado Novo e Ferro por este pretender fabricar um homem novo.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/12/os-nossos-historietadores-e-o-chamado.html

 

A ditadura nazi dos invertidos

                
Cristão poderá pagar multa de 50 mil dólares por não fazer bolo de
«matrimónio» invertido

Um pasteleiro cristão de Gresham, estado de Oregon (Estados Unidos), poderá
pagar uma multa de 50 mil dólares por ter-se negado a preparar um bolo de
casamento para um casal de lésbicas.

Ler mais em:

http://maislusitania.blogspot.pt/2013/02/a-ditadura-nazi-dos-invertidos.html




Portugal - Tempo de Todos os Perigos
 
Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/11/portugal-tempo-de-todos-os-perigos.html

 
A RTP, antro de corrupção da juventude e infância
 
A PSP teve acesso a vídeos da RTP… A administração não deu autorização… Os
desordeiros foram indevidamente identificados pela polícia… Que atentado à
liberdade! Que chatice0! Isto já parece o fascismo, pá!
Serão estes para os Portugueses os verdadeiros problemas da RTP nesta
sociedade democratista?

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/12/relatorio-direccao-da-confederacao_9.html

 

Eslováquia resiste e não retira auréolas
dos santos Cirilo e Metódio impressas nas moedas
                 

Resistindo à pressão da Comissão Europeia, o Banco Nacional da Eslováquia e
a maioria da oposição, a Eslováquia votou para que se mantenha o desenho
original da moeda comemorativa da evangelização da Grande Morávia pelos
dois irmãos e santos Cirilo e Metódio, grandes evangelizadores e
construtores da cultura dos países eslavos.

Ler mais em:

http://www.maislusitania.blogspot.pt/2012/12/eslovaquia-resiste-e-nao-retira.html

(*) Recebido por e-mail.

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publicado às 23:34

Ulrich e os sem-abrigo escurinhos

por Antero Neves, em 01.02.13

A primeira frase que escrevi quando comecei a redigir este texto foi apagada, e foi-o porque me soou tão familiar que resolvi substituí-la pela original, que será, com certeza, melhor que a minha. A frase é esta:

 

I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

 

e é adequada porque os acontecimentos desta semana serviram para me convencer que vivo num país em que o que nos sai da boca não é avaliado pela veracidade ou realismo das nossas palavras, mas pela conta bancária, posição social ou quadrante político.


Um pais em que se desculpa o racismo e se condena a constatação de que somos todos iguais.

 

Se não for assim, como se explica que na Assembleia da República se indignem por alguém simplesmente se conformar com o facto de que se uns suportam viver nas ruas os outros também o suportariam, enquanto que insultos como "rei-mago escurinho" passam impunes?

 

Querem condenar? Então condenem mas sejam coerentes.

 

Já agora, aproveito outra expressão: se eu aguento mais hipocrisia? Ai aguento, aguento! Sei que vou ter de aguentar porque eles não mudam.

 

 

Quo vadis societatis?

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publicado às 19:39

Hugo Chávez [aparentemente] morto-o Vídeo.

por Faust Von Goethe, em 23.01.13
Segundo algumas fugas de informação-uma delas documentada no vídeo abaixo- o falecimento de Hugo Chávez deu-se a 3 Janeiro 2013 em Havana, Cuba. A não divulgação da notícia deve-se, segundo fontes oficiais, à situação interna que se vive actualmente na Venezuela.




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publicado às 15:43

Desmitos sobre a "renegociação" do empréstimo a Portugal.

por Faust Von Goethe, em 22.01.13

O alargamento dos prazos de pagamento de Portugal [e Irlanda] (re)negociados ontem na reunião do eurogrupo insere-se no princípio de igualdade de tratamento entre os diversos estados membros-como referiu há tempos atrás o presidente cessante do eurogrupo Jean-Claude Junker.

Alguns pormenores a ter em conta, em especial para os leigos que já ouviram o chavões reestruturação e/ou renegociação [da dívida]:

  • Ao contrário da dívida aos parceiros da troika, a dívida ao FMI não pode ser nem renegociada nem reestruturada
  • A haver uma reestruturação ou renegociação dos prazos/maturidades da dívida, os países membros -como Portugal e Irlanda-ou terão de envolver o "sector oficial" (OSI) via união bancária, e/ou terão de procurar credores privados seguindo os trâmites da iniciativa de Viena 2.0.
  • A actual estratégia delineada pelo Eurogrupo já está a preparar terreno para que, num futuro próximo, os países que necessitem de assistência financeira deixem de pedir ajuda ao FMI e passem a pedir directamente ao FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) e/ou ao futuro MEEF (Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira).
  • A ida antecipada de Portugal aos mercados é em grande parte motivada pelas razões que supramencionei acima.

 

Bom, agora que já estamos prestes a regressar aos mercados talvez não fosse má ideia ponderar seriamente fazer um "corte de cabelo".

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publicado às 14:54

Tio Patinhas seria melhor...Miguel Sousa Tavares

por John Wolf, em 22.01.13

 

Miguel Sousa Tavares afirma que até as sondagens dariam a vitória ao Pato Donald. Acho que seria preferível o Tio Patinhas? Ele tem a reputação de ser um gestor brilhante, que conta cada cêntimo...

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publicado às 13:55

A propósito do ano do Brasil em Portugal e do ano de Portugal no Brasil.

por Faust Von Goethe, em 21.01.13

 

Portugal seria hoje um país bem diferente-para melhor- se em vez de Portugal se chamasse Bratugal e se tivesse deslocalizado, em tempos, a capital de Lisboa para Rio de Janeiro, cidade que fica aproximadamente à mesma longitude de Luanda e Joanesburgo. Tenho dito.

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publicado às 01:11

Os gordos não nos podem obrigar a comer um sapato.

por Antero Neves, em 19.01.13

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publicado às 21:02

Vamos criar um grupinho

por Balhau, em 18.01.13

Recentemente li uma notícia onde se refere a criação de um Grupinho de estudo para a causa do abandono no ensino superior. Na notícia aparece ainda a referência a um possível aumento das propinas para 1066 euros anuais. Para este grupo de estudo a ser formado eu proponho as seguintes tarefas de forma a que o seu trabalho seja o mais eficiente possível:

 

1º Reuniões matinais para jogo da sueca

2º Palestras semanais com temas tão diversos como a malária no século XV e os saldos na Primark

3º Visita ao cinema com pipoca incluida.

 

No final da visita ao cinema o grupo terá todas as respostas. Eu digo isto porque também eu criei uma comissão de investigação para este tema do ensino superior. Nos jogos matinais da sueca reparei que a maior parte dos colegas eram estudantes que não tendo como pagar as propinas decidiram apostar o dinheiro em jogo do bingo, ao mesmo tempo jogo de sueca, estes não se sentiam muito à vontade em contrair empréstimos bancários para um investimento na educação quando o retorno dado pelo mercado se traduz em desemprego e emigração. Nas palestras de fim de semana nos centros de saúde podem interagir com as dezenas de enfermeiros que se encontram no desemprego ou a recibos verdes a ganhar o mesmo que um part time na fnac. Se visitarem os cinemas vão reparar que os empregados da lusomundo são licenciados a ganhar o salário mínimo.

 

Acho que estes pontos são suficientes para concluir a investigação com summa cum laude...

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publicado às 22:29

Equipamento oficial da Conferência da Reforma do Estado

por John Wolf, em 16.01.13

 

Este era o equipamento que a organização da conferência dedicada à Reforma do Estado quis fornecer aos jornalistas, mas segundo consta, o material encomendado encontra-se esgotado na China.

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publicado às 14:09

Como Sair da Insolvência?

por Faust Von Goethe, em 15.01.13

Os bancos ficam insolventes a partir do momento que deixam de ter a quem emprestar dinheiro. Um estado fica insolvente a partir do momento que deixa de ter dinheiro para pagar as suas dívidas.

É neste ciclo vicioso que nos encontramos desde a crise dos Subprimes (2006), onde houve uma insolvência de instituições de crédito nos Estados Unidos que concediam créditos associados a hipotecas de alto risco, arrastando vários bancos para uma situação de falência entre os quais o Lehman Brothers em Setembro 2008. Na semana passada, o banco Franco-Belga Dexia esteve quase a seguir as mesmas pisadas do Lehman Brothers.

Para fazer face à insolvência dos bancos, vários estados decidiram emprestar dinheiro aos bancos para estes emprestarem mais às pessoas em vez de emprestarem às pessoas para estas pagarem aos bancos. Teoricamente, esta solução adoptada de forma massiva na União Europeia teve o efeito perverso e porquê? Porque a saída da insolvência dos bancos passa essencialmente por encontrar pessoas que possam vir a emprestar dinheiro a outras pessoas, ou seja, cada credor funcionaria como um activo do banco. Desta forma cada pessoa teria a possibilidade de reduzir o seu endividamento e de se tornar num futuro credor, em vez de se ter aumentado o seu nível de endividamento do estado.

Mas um estado somos nós, que contribuímos com os nossos impostos, deveres e obrigações cívicas. E dado estarmo-nos a aproximar de um abismo onde nem bancos nem estado têm dinheiro para funcionar, vai ser preciso o nosso contributo cívico para se resolver o problema. E como podemos contribuir? Diria que de várias formas, entre as quais com a não fuga aos depósitos nos nossos bancos, mesmo que eles já não confiem em nós. Caso contrário, estes vir-se-ão obrigados a fechar, ficando com o pouco que ainda nos resta.

Costuma-se dizer que dinheiro apenas gera dinheiro. No entanto o conhecimento pode gerar para além de dinheiro, inovação e mais conhecimento. É em situações de crise em que os activos dos bancos escasseiam, que os activos das pessoas deverão ser usados como créditos: Estes activos são as nossas ideias e valores. Só elas permitirão o nosso estado e os nossos bancos saiam da insolvência.

 

Escrito em Outubro 2011. publicado aqui.


(continua...)

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publicado às 10:18

Mais um número da TAIME Magazine.

por Faust Von Goethe, em 14.01.13

 

Imagem retirada daqui.

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publicado às 12:39

Uma outra Pepa...com sal!

por John Wolf, em 12.01.13

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publicado às 21:17

Fazer contas à vida-Finjamos que não lemos o relatório do FMI!

por Faust Von Goethe, em 10.01.13

Suponhamos que somos gerentes de um estabelecimento comercial que tem uma dívida de 43800 euros aos vários fornecedores. Descontando as despesas que temos mensalmente com os nossos funcionários, assumamos que o lucro anual ronda os 36500 euros.

Como estamos empenhados em cumprir com os nossos compromissos, de forma a garantir que os nossos fornecedores nos continuem a fornecer, decidimos pagar parte da dívida anexada aos lucros diários, dando uma média de 100 euros de lucro/dia para abater aos 120 euros/dia em dívida. Isto é, a dívida que temos com os nossos fornecedores é cerca de 120% do lucro que produzimos, isto é, mesmo cumprindo com os fornecedores, ficamos com 7300 euros de dívida a juntar à dívida que vamos pagar durante o próximo ano.

Assumindo que no próximo ano, os nossos lucros se manterão constantes, teremos de abater uma dívida de  51100 euros (43800 deste ano + 7300 euros em dívida do ano transacto) face aos 36500 euros de lucro, teremos de pagar aos nossos fornecedores não 120 euros/dia mas 140 euros/dia. Em termos percentuais, a dívida que temos com os nossos fornecedores passará dos 120% para os 140%-40 euros/dia de dívida acumulada.

Para evitar esta espiral de dívida, uma solução que nós, gerentes, faríamos passaria ou por despedir pelo menos um funcionário, ou por reduzir o salário a todos os funcionários do estabelecimento.

E se agora tentássemos transladar a realidade deste [nosso] estabelecimento comercial para a realidade portuguesa, cuja dívida ronda os 120% da riqueza produzida a.k.a PIB? Funcionaria? 
Pelos vistos não, pois esta tem sido a política a que os nossos credores nos obrigam desde que aterraram na Portela em Maio 2011. 

 

(continua ...)

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publicado às 19:58

TAIME Magazine-Hoje nas Bancas.

por Faust Von Goethe, em 10.01.13

 

Faça a sua assinatura online em http://taime.pedropalmapress.com/.

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publicado às 00:14

Viva o Camarada Obelix!

por Faust Von Goethe, em 09.01.13

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publicado às 18:00

Brevemente num autocarro da Carris, bem perto de si!

por Faust Von Goethe, em 08.01.13

 

 

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publicado às 23:33

Recapitalização do Banif é um mero jogo de Poker.

por Faust Von Goethe, em 07.01.13

O dinheiro entra por um lado, sai por outro, volta à casa e o Banif é salvo

 

Acrescento algumas observações à explicação lógica e sucinta de Maria Teixeira Alves em Corta-Fitas:

  • o processo de recapitalização do Banif não passa de um mero jogo de Poker por parte do estado que, ao entrar no capital do Banif "compra a sua própria dívida".
  • Não obstante de não haver qualquer prejuízo para o Banif,  clientes e estado, o acesso ao crédito será porventura escasso pois ao comprar dívida pública para garantir os colaterais junto do BCE, tornar-se-à mais dificilmente conseguirá refinanciar-se através de empréstimos interbancários nos mercados. Ou seja, há probabilidades de o estado ter de voltar a "amolfadar" o Banif, caso seja necessário. 

Em suma, é bom que o Banif "ajude" Portugal a regressar mercados já este ano. Aí sim, poderemos dizer que foi um bom negócio para o estado, que pode continuar a lucrar com as desgraças do Banif-até 2017 (?!)-, à medida que vai baixando a sua dívida pública.

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publicado às 14:12

40 anos de Expresso, estações e passageiros

por John Wolf, em 07.01.13



Enquanto escutamos o Durão Barroso, em directo, do CCB a propósito dos 40 anos do Expresso. À época o menino pertencia ao MRPP. Como é aquele provérbio Português? Mudam-se os tempos...

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publicado às 10:50




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