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Vítor Bento, um conselheiro de estado que já nem sabe o que dizer!

por Faust Von Goethe, em 17.10.12

No artigo "parar para pensar" publicado [hoje] no Diário Económico, o conselheiro de estado Vítor Bento tentou levantar um pouco mais de poeira em torno das mexidas na TSU (desvalorização fiscal), das quais destaco as seguintes permissas:

"Valia a pena discutir a descida da TSU, sem compensação, ou com uma compensação muito parcial. Isso abriria um buraco orçamental, mas se se acreditar que a acção impulsiona a economia, o seu resultado acabará por tapar o buraco ao fim de algum tempo(...)

É claro que isso precisa de mais financiamento e mais dívida, tornando mais difícil a sustentabilidade financeira. Mas esta também não se consegue com o desemprego a caminho dos 20%"

Quem se andou a divertir a estudar a hipótese de uma eventual desvalorização fiscal-como foi o meu caso-sabe que a única hipótese para compensar a subida da TSU aos trabalhadores, passaria por um aumento gradual do IVA. Esta hipótese é de descartar, pois ao contrário do OE 2012, o OE 2013 não prevê um agravamento do IVA do lado da receita. 

Vítor Bento, mesmo sabendo que a dívida pública da República Portuguesa ronda os 120% do PIB, insiste na hipótese de nos endividarmos ainda mais, isto é, aumentarmos ainda mais, em percentagem do PIB, a nossa dívida pública como forma de compensar a descida da TSU às empresas.

Depois de ler o que Vítor Bento escreveu, apetecia-me perguntar-lhe o seguinte:

"Será que o senhor (Vítor Bento) conhece o(s) estudo(s) empírico(s) de , que atestam de forma empírica a máxima "Too Much Debt Means the Economy Can’t Grow"?

 

Leituras Complementares:


#1
Fiscal devaluation as a cure for Eurozone ills – Could it work?

#2 Um orçamento que não se pode executar

 

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publicado às 20:01





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