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A ditadura oficialmente instalou-se - 14 de Novembro de 2012

por Carlos Roberto, em 15.11.12

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publicado às 17:12

Terapia de choque.

por Faust Von Goethe, em 15.11.12

Ontem vi a carga policial em directo. Estava por casa a corrigir testes ao mesmo tempo disfrutava do conforto do lar. Mesmo assim, o que triste "espectáculo" que presenciei causou-me um certo desconforto e urticária.

Desde logo achei estranho estarem miúdos a atirar pedras da calçada (eram miúdos e não manifestantes estrangeiros como a SIC Notícias tentou vender-Erasmus, no pior dos casos(?!)) assim como achei que a carga policial aplicada foi desproporcional para a situação em si.
Pelo número de manifestantes e pelas possibilidades de fuga (ou subiam em direcção ao largo do rato-mais difícil, pois a subida é íngreme), ou desciam pela Av. D. Carlos I ou pela rua da Estrela.

Pelo número de manifestantes e pelo perímetro circundante à Assembleia da República, o corpo policial poderia muito bem ter cercado os manifestantes travando qualquer hipótese de fuga pelos autores dos desacatos. Não só não fez como decidiu partir para a via mais fácil, a de pegar no bastão e partir para a agressão às cegas.

O curioso no meio disto tudo é que todo este aparato deu-se minutos antes de Arménio Carlos fazer uma declaração ao país. Estávamos portanto [quase] na hora dos telejornais. Minutos mais tarde à declaração de Arménio Carlos, Miguel Macedo veio prontamente para as televisões tentar explicar o inexplicável-a brutal carga policial, já condenada pela Amnistia Internacional.

Não sei se a carga policial tinha como objectivo o de branquear o que se passou em termos de adesão à greve geral. Se o foi, demonstra cobardia por parte daqueles que nos governam, daqueles que têm medo de enfrentar o povo, daqueles que o recusam ouvir.
Na minha óptica, os acontecimentos de ontem em frente e nas imediações da Assembleia da República não passam de uma mera terapia de choque, aquela que Naomi Klein popularizou no seu livro "A Doutrina de Choque". Como poderão constatar no vídeo abaixo-documentário ao livro de Naomi Klein-todas as manifestações [aparentemente] desordeiras funcionaram sempre como óptimos bodes expiatórios contra o descontentamento popular. Para os governos, estas foram sempre os alibis perfeitos para a implementação das suas políticas económicas.

É caso para dizer que qualquer semelhança com algum destes casos documentados no vídeo abaixo com o que vem a acontecer desde 15 Setembro para cá, é mera coincidência.

 

Leitura Complementar: O que a violência não pode esconder por Daniel Oliveira em Arrastão.

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publicado às 16:28

A República e o Sindicalismo

por Carlos Roberto, em 15.11.12

 

 

Sob a influência da experiência francesa uma corrente do sindicalismo revolucionário verá a luz do dia no princípio do século XX. Os sindicalistas revolucionários serviram de traço de união entre socialistas e anarquistas no seio dos sindicatos. Uma imprensa sindical aparecerá em 1908 com o diário A Greve, de curta duração (alguns meses) e do semanário O Sindicalista (1910 – 1916). No congresso operário de 1909 acaba a hegemonia socialista dentro do movimento sindical. Em 1914 um congresso totalmente sindical constitui a União Operária Nacional (UON), etapa preparatória da CGT que fará a sua aparição em 1919. O mesmo ano verá a criação das Juventudes Sindicalistas cuja Federação se ligará organicamente à CGT. A UON e a CGT terão uma vida difícil nos governos republicanos (como se sabe a República foi instaurada em 1910) devido à sua dinâmica reivindicativa e da sua oposição à guerra de 1914 – 1918. O regime republicano (1910 – 1926) substituiu a monarquia constitucional (1834 – 1910) foi esperado pelas classes populares com demasiada esperança. Mas o parlamento e os governos republicanos mostraram-se (anti clericalismo à parte) muito conservadores do ponto de vista económico e social, e pouco preocupados com a legalidade na luta contra o movimento sindical.Detenções arbitrárias de militantes, encarceramentos prolongados e deportações sem julgamento, encerramento de lugares, interdição da imprensa sindical, destruição dos seus locais e tipografias, execuções extra judiciais, tudo foi utilizados pelos governos “democráticos” contra o movimento operário. Esta conduta afastou as classes populares dos partidos republicanos e criou as condições favoráveis à eclosão da ditadura militar, prelúdio do regime fascista que se seguirá. O desaire do movimento insurreccional de Fevereiro de 1927 contra a ditadura, onde a CGT teve uma parte activa, acarretou como consequência a sua ilegalização e a suspensão do seu jornal A Batalha.

 

Fonte m ANOVIS ANOPHELIS

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publicado às 16:28




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