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Rogoff allez allez!

por Faust Von Goethe, em 17.03.13

Congratulo ao Estado Sentido por ter chamado à atenção-e bem-para o uma entrevista de Kenneth Rogoff no jornal Expresso. Foi curiosamente tema da minha palestra pública em Alcobaça, enquadrado nas celebrações do "Mathematics of Planet Earth 2013". 

A boa notícia que posso dar é que os alertas de Rogoff assim como os alertas do Clube de Roma (desaparecimento de 5 biliões de habitantes do planeta terra em 2030) estão [quase] certas. A má notícia é que, para resolvermos grande parte da crise global, vamos ter de voltar aos bancos de escola para estudar ecologia e termodinâmica. E se me permitem, teremos de voltar a estudar autores como Charles Darwin e Karl Marx (que ao contrário do que a história veio profanar, em nada tem a ver com o Estalinismo).

Para os eventuais interessados, informo que disponibilizarei os slides (em formato PDF) da minha palestra para consulta assim que o evento seja noticiado pela imprensa regional de Alcobaça/Nazaré na próxima 5ª feira.

 

 

 

 

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publicado às 15:11

Notas Soltas #2

por Faust Von Goethe, em 17.03.13

I

 

Há dias atrás, um grupo de celebridades da nossa plebe lançou o Manifesto pela Democratização do RegimeEmbora concorde em grande parte com o que foi escrito no manifesto, discordo totalmente do título adoptado e porquê? Porque problema de Portugal não é falta de democratização mas de perda de soberania. Será que alguns dos signatários que assinou por baixo o manifesto percebeu?! Embora possa ser outra história, é talvez a questão chave a ser discutida numa fase em que estamos sob o diktat e a tutela da troika.

 

 


II


Mais uma avaliação da troika e mais um desvio colossal nas previsões de Gaspar. O grande erro de Gaspar e de muitos dos economistas com pergaminhos passa por assumir que as economias, para recuperarem, tem de crescem a ritmos rápidos e exponenciais a longo e médio prazo. Esquecem-se porém que os recursos disponíveis para o fazer são finitos.

O exemplo mais actual nesta direcção é a economia chinesa, que experimentou um crescimento exponencial rápido entre 1996-2010. No entanto, de 2010 para cá começou a abrandar progressivamente.

Moral da história: Falar em crescimento é fácil. Difícil é saber como [voltar a] crescer.

 



III

 

Todo este novo discurso de pobreza do actual papa é um excelente bálsamo para conduzir um rebanho de pessoas que acreditam que a pobreza é o caminho da fé e da salvação, o que não deixa de ser demagógico. Tendo em conta as linhas geral da ONU sobre os direitos humanos, viver na pobreza deverá ser sempre uma escolha individual e nunca uma imposição de culto como está a tentar passar-se (Snif Snif...) Espero que Francisco não confunda com estas coisas o papel da igreja com o papel dos governos, papel esse que passa por minimizar as desigualdades socio-económicas em termos de renda per capita.

 

 

 

IV

 

Tenho notado que existe alguma aliteracia financeira em certos comentadores, quando falam de agências de notação financeira e de sustentabilidade da dívida.
Convém esclarecer que quando se fala em sustentabilidade da dívida, o que interessa não é muitas vezes o que se deve mas o que se tem que pagar em termos de seguro de dívida a.k.a Credit Default Swaps. Neste caso, o valor que o estado terá de assegurar caso haja incumprimento.
Só no ano passado, as seguradoras que atuam no mercado português investiram [a descoberto] cerca de 8,7 mil milhões de euros em títulos de dívida pública portuguesa, correspondentes a 67% do total de 13 mil milhões de euros investidos, no total.
E agora, perguntam vocês: "O que isto significa?". Muito simples. Os mercados financeiros estão a apostar que o doente não é capaz de pagar o que pediu emprestado. Por outras palavras, os investidores na eminência do doente morrer da doença, apostam tudo na sua "morte" imediata. 



V


Para terminar, um episódio bizarro da política regional dos dos estados unidos no seu melhor:


"Ed Orcutt, senador do estado de Washington, defendeu que andar de bicicleta provoca mais dano no ambiente do que circular de automóvel. Razão? Com o aumento do ritmo cardíaco, há mais emissão de dióxido de carbono. Entretanto, Ed arrependeu-se do argumento usado para sustentar a sua teoria. "


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publicado às 00:52

#2M

por Faust Von Goethe, em 02.03.13

Não fui à manifestação #2M, não por ser contra este tipo de MANIFS mas por motivos profissionais, ou melhor, por ter de adiantar trabalho. Manifestações espontâneas como a de hoje sempre serão bem-vindas.

Por aquilo que estou a acompanhar, tanto na TV como nas redes sociais, ficou hoje claro -assim como ficou claro com as eleições italianas-que as pessoas estão "saturadas disto"!

O que mais me impressiona neste tipo de manifestações não é ver jovens sem consciência social a manifestar-se ou a traulitar mal um refrão. O que impressiona é ver pessoas da idade dos meus pais e avós em situação de pré-rotura social. Gente sem casa e casa sem gente é o cenário que se avizinha caso não haja uma viragem em rumo ao precipício.

Tirando a parte do aproveitamento político que há por parte dos partidos mais à esquerda-o que não é de estranhar, pois eles não assinaram o MoU - dá-me pena ver, os que não foram, criticar e gozar em tom jocoso, com os que foram.  Adiante!

 

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publicado às 19:08




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