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A minha luta

por Diogo Dantas, em 11.10.12

Ser católico, mais do que convicção profunda, faz parte das minhas raízes, formação e até cultura. Ter crenças profundas e tradicionais é cada vez mais difícil, num mundo relativista onde tudo se compra e vende, onde o facilitismo comanda a vida e o sacrifício é visto como um desvio sem sentido. A maior parte das pessoas acham-se possuidoras de um espírito livre, mas têm medo de estabelecer compromissos ideológicos e estão sempre cingidas a princípios que as oprimem, decepam e restringem.

 

A busca da felicidade é cada vez mais uma obrigação a que ninguém pode fugir, um alimento inebriante que todos devem consumir, o carro, o telemóvel, o sucesso profissional, a casa, a conquista amorosa, o materialismo selvagem numa época que é a idade média da mente e da liberdade de consciência do ser humano.

 

Para lá de todo o folclore e das promessas de um futuro sem dor nem rejeição, esse maravilhoso mundo é oco, vazio de sentido e direcção. A verdade é que essa procura paranoica pelo prazer imediato é mais antiga do que o homem e consegue-se ver em qualquer animal irracional sem consciência e inteligência. É demasiado fácil entregarmo-nos às paixões, deixarmos cair o que é duradouro em troca de momentos de prazer. O problema é que essa finalidade impaciente não ganha raízes ou força e alimenta-se da autocomiseração egocêntrica e da superficialidade. Há sempre um momento em que uma pequena voz nos diz para fazer o que está certo e seguir o caminho da coerência e da lealdade. Podemos escolher ouvi-la ou optar sempre pela via mais fácil.

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publicado às 14:25


2 comentários

De Carlos Roberto a 11.10.2012 às 15:13

É isso Diogo, aqueles que vivem a vida descartável e plástica desde o que possuem até o que conquistam vivem iludidos. Ter pés assentes na terra e ter a certeza que tudo deixa de fazer sentido de um dia para o outro quando o ar deixar de entrar nos pulmões é bem mais pertinente e realista.
O problema é quando alguns têm tanta trampa nos ouvidos de da cabeça de cima (ou de baixo) que a pequena voz não lhes diz nada ...

De Balhau a 11.10.2012 às 15:27

Eheh. Eu vou complementar este texto!
:D

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