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Respondendo à pergunta do Zé Pedro, autor do Imprensa Falsa.

por Faust Von Goethe, em 31.12.12
Zé, o blogue que sugeriste que fosse criado em 2013 sobre matemática já foi criado em 2012. Chama-se Caleidoscópio (o Gaspar soletraria Ca-lei-dós-có-pi-u, sem se enganar e ludribiar) e é provavelmente um dos blogues com menos audiências da blogosfera Portuguesa.
Quando queremos que nos leiam, partilhamos vezes sem conta o que escrevemos o link do post nas redes sociais à espera de um "gosto" ou de um comentário bajulador para confortar o nosso ego; quando queremos não ser lidos postamos e/ou usamos com tag a palavra "matemática", na ânsia que o blogs Sapo mesmo assim nos inclua na secção dos recortes.
É assim a vida de um blogger geek que gosta de escrever [fugazmente] sobre matemática, que finge perceber de matemática quando escreve sobre "matemática" mas que provavelmente não percebe mesmo nada do assunto.
Mas pensando  melhor, o que eu quero é que os meus posts e os dos meus colegas, que se entitulam sabedores de matemática, sejam mais lidos em 2013 que em 2012. Talvez não seja má ideia seguir o exemplo de Artur Baptista da Silva e arranjar um canudo qualquer que diga "Doutoramento em Matemática". Como o SAPO foi dado à luz na Universidade de Aveiro, estou mesmo tentado em arranjar um diploma dessa mesma universidade. Parece-me bem :).

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publicado às 18:51

2012-O Caleidoscópio da Crise.

por Faust Von Goethe, em 30.12.12

Chegados ao final do ano civil, há que fazer um pequeno balanço sobre a crise do euro-só para não lhe chamar algo pior.

Findado que está este ano, penso que estaremos todos de acordo num ponto fulcral. Governantes e políticos, da direita à esquerda, comentadores e até economistas encartados, recorrem às decisões do tribunal constitucional para suportar ou para criticar as decisões fracturantes dos governos em exercício de funções. Foi assim em Portugal, quando o tribunal constitucional chumbou categoricamente a suspensão dos subsídios de férias; foi assim há dias quando o tribunal constitucional chumbou a taxação de impostos aos mais ricos. Na Alemanha, embora Merkel tenha sido no último ano implacável e irredutível na gestão da crise do euro, não ousou em desafiar o tribunal constitucional alemão. Aliás, só avançou para a criação do fundo de resgate a nível europeu a.k.a. FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) após a aprovação por parte do tribunal constitucional [alemão].

Embora a Europa viva actualmente um clima de aperto, onde os cidadãos europeus começam a reagir aos poucos, como um todo orgânico-ao ponto de se começarem a interessar vivamente pelo que estava a acontecer nos outros seus países-e embora 2012 tenha sido um ano marcado pela governação tecnocrática, as recentes eleições na europa provaram que a democracia, embora debilitada, ainda funciona. Foi assim na França, onde os franceses não perdoaram o facto de Sarko ter cedido aos caprichos de Merkel. Foi assim na Grécia, um país à beira da ingovernabilidade onde coabita um partido nazi em plena ascenção. E foi também assim em Itália, onde Monti-um verdadeiro tecnocrata no verdadeiro sentido da palavra- não conseguindo levar à avante a sua agenda política, acabou por se demitir, após a aprovação do orçamento de estado para 2013.

Deste ano de 2012 que amanhã finda às 12 badaladas, podemos extrair duas lições sucintas:

  • A carência e o desespero não são bons conselheiros;
  •  Os economistas que aconselham banqueiros e políticos não podem ignorar que acima deles existe um poder, que embora que não seja divino, está acima deles-o poder dos tribunais constitucionais.

No próximo ano será Itália que fará a Europa mexer. Ninguém sabe ainda o que fazer, tendo na mira um eventual regresso de Berlusconi e tendo um Monti que, embora enfraquecido, persiste em levar avante uma agenda austera e reformista. A janela que o liberalismo entreabriu no século XIX para a fomentação da democracia através do exercício parlamentar pode, em pleno século XXI, voltar a fechar-se caso os juízes alinhados politicamente ou dissidentes, usem o tribunal constitucional como panteão da democracia.

Para felicidade de alguns mas para a infelicidade de outros, 2013 será seguramente o ano da democracia constitucional. Em Portugal, embora a justiça esteja aparentemente estabilizada, ainda não encontrou as respostas adequadas e céleres para responder à crise da democracia.

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publicado às 19:36

Caleidoscópio

por John Wolf, em 03.10.12
Perdidos que estamos entre a bruma e o caleidoscópio, é fácil a distinção. É absoluta a afirmação. Espelho meu, espelho meu que não nos pertence. Falácia do tempo que não merece contagem. Eis-nos aqui encravados no ângulo obtuso, espreitando pelo buraco de uma agulha, elevados pelo balão, à espera da opinião certeira que tombe dos céus para esmagar a dúvida já acamada num cemitério de certezas. A luz passou a equivocar, a desfocar a vista toldada pela ilusão que já lá vai. Agarra-te ao que ainda sobra do desbaste, da vista cansada. A culpa retribui o olhar de um modo lânguido. Não encontra o seu par. Caleidoscópios seremos. Inquilinos misteriosos de um labirinto aberto 24 sobre 24 horas.

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publicado às 09:54




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