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O Racismo latente em Portugal

por Carlos Roberto, em 11.12.15

 

Se há algo que veio dar paz à sociedade portuguesa foi desconstruir  o racismo latente no Estado Novo corporizado por Salazar e seguindo o que se passava no resto da Europa, Alemanha, Itália e Espanha.
Eusébio foi um escravo de Salazar nem sequer podia ir para fora de Portugal, era propriedade da Nação. Eu pergunto como é que um jogador era assim tão importante e não podia sair de Portugal quando outros saíam ? Em 1966 Portugal ganha à Inglaterra no campeonato europeu de futebol, foram minados para que não ganhassem o jogo ... mas desculpem de certeza que não foram pelos ingleses porque os ingleses têm ética, e agora se formos a ver o escândalo Ballêt Rose em 1967 ? Coincidência do carago não ? Seria a selecção portuguesa e o Benfica dois pólos do Ballêt Rose ? Deixo para vocês as respostas a estas perguntas, mas é mais que justo que Eusébio esteja no Panteão Nacional, não porque fosse o jogador que foi mas foi o primeiro preto a entrar no Panteão Nacional, o equivalente ao General Collin Powell ao chegar ao Chefe Supremo das Forças Armadas Americanas.
No contexto da sociedade antes de 1974 pretos, indianos, chineses, judeus e mulatos eram simplesmente marginalizados daí a ideologia fascista fazer o culto da "Raça" que vimos claramente um chefe de estado a dizer há poucos anos que o dia 10 de Junho era o dia da "Raça" ... esqueceu-se que era o dia de todos os portugueses de todas as cores e credos e orientações sexuais. Daí se explica por exemplo a forte oposição deste chefe de estado ao Primeiro Ministro da altura e se formos a ver  a não votação do PEC IV e a saída do mesmo de Portugal.  Não eram só os judeus as vítimas, e temos a Guerra do Ultramar para ir buscar recursos e a do Vietnam ao mesmo tempo para desviar a atenção do mundo, o racismo era também uma realidade nos EUA veam só que o Reverendo Martin Luther King foi assassinado em 1968.
Voltemos para Portugal, uma das vantagens que a descolonização trouxe foi precisamente começar pela abertura de mentalidades que muitos retornados traziam, modos de estar, ideias muito à frente, culturas diferentes que se viam na alimentação ... chamuças é um prato tipicamente indiano ... e até mesmo na abordagem na cultura de trabalho. Mas o mais importante foi começar a criar os alicerces para uma sociedade livre, livre no início do complexo do tom de pele, começou-se a alicerçar a igualdade de direitos precisamente pelo tom de pele, porque como sabemos não vieram só retornados brancos. 
Levou tempo  a que a sociedade portuguesa assimilasse essa nova cultura de valores e ideias, mas no entanto os cogumelos podres foram ao mesmo tempo plantados na sociedade portuguesa, é preciso ter em conta que em 1974 a sociedade portuguesa era extremamente conservadora por causa do regime e por causa de grande parte Igreja Católica. No entanto vemos claramente uma plantação intensiva de cogumelos nos governos de Cavaco Silva onde o tom de pele era claramente um elemento de eliminação de CV, é histórico e está bem documentado em livros de economia que foi o período em que mais pessoas entraram na função pública portuguesa ... ou seja se o euro com forte indexação prejudicou as exportações também o aumento do peso do estado se deve a este grande estadista.

 

José Sócrates, Primeiro Ministro de Portugal de 2005 a 2011

 

Só quando Sócrates se torna Primeiro Ministro de Portugal os direitos e liberdades e garantias, finalmente o casamento homossexual foi aprovado e só no fim do cargo do sr. Presidente da República o Parlamento se uniu para aprovar finalmente a adopção de crianças por parte de casais homossexuais. 




 

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publicado às 09:48

2012-O Caleidoscópio da Crise.

por Faust Von Goethe, em 30.12.12

Chegados ao final do ano civil, há que fazer um pequeno balanço sobre a crise do euro-só para não lhe chamar algo pior.

Findado que está este ano, penso que estaremos todos de acordo num ponto fulcral. Governantes e políticos, da direita à esquerda, comentadores e até economistas encartados, recorrem às decisões do tribunal constitucional para suportar ou para criticar as decisões fracturantes dos governos em exercício de funções. Foi assim em Portugal, quando o tribunal constitucional chumbou categoricamente a suspensão dos subsídios de férias; foi assim há dias quando o tribunal constitucional chumbou a taxação de impostos aos mais ricos. Na Alemanha, embora Merkel tenha sido no último ano implacável e irredutível na gestão da crise do euro, não ousou em desafiar o tribunal constitucional alemão. Aliás, só avançou para a criação do fundo de resgate a nível europeu a.k.a. FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) após a aprovação por parte do tribunal constitucional [alemão].

Embora a Europa viva actualmente um clima de aperto, onde os cidadãos europeus começam a reagir aos poucos, como um todo orgânico-ao ponto de se começarem a interessar vivamente pelo que estava a acontecer nos outros seus países-e embora 2012 tenha sido um ano marcado pela governação tecnocrática, as recentes eleições na europa provaram que a democracia, embora debilitada, ainda funciona. Foi assim na França, onde os franceses não perdoaram o facto de Sarko ter cedido aos caprichos de Merkel. Foi assim na Grécia, um país à beira da ingovernabilidade onde coabita um partido nazi em plena ascenção. E foi também assim em Itália, onde Monti-um verdadeiro tecnocrata no verdadeiro sentido da palavra- não conseguindo levar à avante a sua agenda política, acabou por se demitir, após a aprovação do orçamento de estado para 2013.

Deste ano de 2012 que amanhã finda às 12 badaladas, podemos extrair duas lições sucintas:

  • A carência e o desespero não são bons conselheiros;
  •  Os economistas que aconselham banqueiros e políticos não podem ignorar que acima deles existe um poder, que embora que não seja divino, está acima deles-o poder dos tribunais constitucionais.

No próximo ano será Itália que fará a Europa mexer. Ninguém sabe ainda o que fazer, tendo na mira um eventual regresso de Berlusconi e tendo um Monti que, embora enfraquecido, persiste em levar avante uma agenda austera e reformista. A janela que o liberalismo entreabriu no século XIX para a fomentação da democracia através do exercício parlamentar pode, em pleno século XXI, voltar a fechar-se caso os juízes alinhados politicamente ou dissidentes, usem o tribunal constitucional como panteão da democracia.

Para felicidade de alguns mas para a infelicidade de outros, 2013 será seguramente o ano da democracia constitucional. Em Portugal, embora a justiça esteja aparentemente estabilizada, ainda não encontrou as respostas adequadas e céleres para responder à crise da democracia.

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publicado às 19:36

Porque a democracia interessa?

por Faust Von Goethe, em 30.10.12

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publicado às 13:56

Petição Pelo jornalismo, pela democracia

por Faust Von Goethe, em 23.10.12

Leiam e assinem (caso concordem) a petição " Pelo jornalismo, pela democracia ", disponível em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N30627.

Obrigado.

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publicado às 09:43




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