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Show me the money, Varoufakis

por John Wolf, em 27.02.15

500-euros

 

Provavelmente da próxima vez que escrever uma pequena nota neste blog estaremos todos felizes e contentes no mês de Março. O Banco Central Europeu (BCE) havia anunciado, e vai cumprir: irá dar início ao seu programa de quantitative easing no mês que está a chegarOs mercados financeiros e accionistas irão bombar como um drogado que acaba de receber uma injecção no veio central da sua existência. A compra de títulos de tesouro por parte do BCE é um doce para os especuladores, mas não gera efeitos imediatos na economia real. Vimos como foi nos EUA, mas a Europa será um caso à parte. Na América puseram o dedo na ferida, por exemplo com a intervenção no âmbito dos Mortgage-Backed Securities (MBS). Contudo, na Zona Euro poderemos esperar por um efeito que não carece de uma explicação complexa. A injecção de liquidez, por via directa ou indirecta nas economias, afecta o valor das divisas subjacentes. Neste caso, poderemos contar com uma ainda maior desvalorização do Euro. Por um lado, essa condição cambial ajuda as exportações da Zona Euro, e, por outro lado, uma vez que a deflação parece reinar na Europa, existe margem para aumentar os níveis de oferta de liquidez. A inflação até é desejável, e por mais do que um motivo, mas sublinhemos o facto das dívidas dos Estados serem mais facilmente mitigadas se a divisa em que as mesmas se expressam menos valerem. Aquilo que vai ser iniciado em Março pelo BCE não irá clarificar a complexidade da situação económica em que se encontra a Europa. Sempre que a economia real não funciona, os bancos centrais escrevem ficção de recuperação - imprimem dinheiro e são uns mãos largas. As bolsas europeias decerto que irão bombar, e os hedge funds e especuladores farão as suas apostas certeiras, mas o cidadão comum será excluído dessa festa. A Grécia deixar-se-á envolver nesse turbilhão de ilusões e aproveitará o mesmo para extrair dividendos. Varoufakis e os demais pseudo anti-capitalistas dirão que é um claro sinal de recuperação. Mas os mais avisados sabem que isso não é verdade. Aqui deixo o meu aviso. E eu nem sequer sou um especialista na matéria.

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publicado às 22:09

A noite Grega dos Óscares

por John Wolf, em 22.02.15

Unknown

 

Melhor Filme - "A grande crise Grega"

Melhor Filme Estrangeiro - "Varoufakis, the man from Down Under"

Melhor Argumento Original - "Os Reféns da Dívida"

Melhor Actor Principal - "Yanis Varoufakis"

Melhor Actor Secundário - "Wolfgang Schäuble"

Melhor Actriz Principal - "Christine Lagarde"

Melhor Actriz Secundária - "Maria Luís Albuquerque"

Melhores Efeitos Especiais - "Alexis Tsipras"

Melhor Banda Sonora - "Syriza"

Melhor Guarda-Roupa - "Yanis Varoufakis"

Melhor Curta-Metragem - "Somos do PS"

Melhor Filme de Comédia - "As garotas do BE"

Melhor Filme de Animação - "O Cachecol Mágico"

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publicado às 18:26

Tio Patinhas seria melhor...Miguel Sousa Tavares

por John Wolf, em 22.01.13

 

Miguel Sousa Tavares afirma que até as sondagens dariam a vitória ao Pato Donald. Acho que seria preferível o Tio Patinhas? Ele tem a reputação de ser um gestor brilhante, que conta cada cêntimo...

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publicado às 13:55

Equipamento oficial da Conferência da Reforma do Estado

por John Wolf, em 16.01.13

 

Este era o equipamento que a organização da conferência dedicada à Reforma do Estado quis fornecer aos jornalistas, mas segundo consta, o material encomendado encontra-se esgotado na China.

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publicado às 14:09

Uma outra Pepa...com sal!

por John Wolf, em 12.01.13

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publicado às 21:17

40 anos de Expresso, estações e passageiros

por John Wolf, em 07.01.13



Enquanto escutamos o Durão Barroso, em directo, do CCB a propósito dos 40 anos do Expresso. À época o menino pertencia ao MRPP. Como é aquele provérbio Português? Mudam-se os tempos...

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publicado às 10:50

Zorrinho e o obscurantismo

por John Wolf, em 27.12.12

 

Zorrinho afirma que privatização da ANA foi feita de forma obscura.

 

 

Talvez possa explicar como um verdadeiro especialista o que isso significa.

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publicado às 18:26

Portugal e a fragilidade de Taleb

por John Wolf, em 19.12.12

 

Não se sabe, se Nassim Nicholas Taleb é uma mente brilhante, ou tem uma. O autor do livro - the Black Swan  (Penguin, 2007) é um destacado académico. Um professor da disciplina de incerteza. Uma condição transversal ao homem seja qual fôr a sua arte ou ciência. Nessa obra que partilha o seu título com um filme que nada tem a ver com o assunto, Taleb descreve um "território" onde ocorrências não previstas se desenrolam de um modo intenso, expressivo. Um pouco à laia da normalidade afectada pelo imprevisto de um Shit happensTrata-se de "comportamentos", que por não terem sido inscritos de todo num calendário de possibilidades, acabam por ter efeitos ainda mais intensos quando "decidem" irromper em distintos quadros de relativa acalmia. É um reino de ocorrências a que Taleb deu o nome de Extremistão, localizado para além de várias curvas e contra-curvas. Por exemplo, a curva de Gauss ou a curva de Bell. Isto a propósito da política e o estabelecimento de cenários e previsões. Este governo (o de Passos e companhia) atira para o ar certezas que estão longe disso. Estes senhores, que não roçam os pés de Taleb, põe-se por aí a especular, a mandar postas a torto e a direito como se as consequências fossem as perdas de um mero jogo de tabuleiro, uma versão adulterada do monopólio. Mas não. Estão em jogo vidas e mortes humanas, indivíduos utilizados como joguetes numa paródia de tentativas e erros. Mais erros que certezas. Há tantas variáveis que podem desequilibrar ainda mais o estado da nação. Querem alguns exemplos de externalidades? O Chipre, dividido pela Grécia e a Turquia, esquecido pela elite Europeia, está mais perto de deflagrar em bancarrota económica e financeira do que se julga, enquanto as baterias estão viradas a um outro sol, a um sul distinto, Grego, Italiano e Espanhol. O Médio Oriente, aparentemente estabilizado, mas que efectivamente é um barril de pólvora com rastilhos na Síria, no Egipto, entre outros actores regionais. A Coreia do Norte que tem vindo a produzir encenações que podem muito bem ser ensaios para outras estreias. Poderia continuar e oferecer ainda mais exemplos, mas penso que é mais que suficiente para demonstrar a fragilidade das convicções dos governantes que julgam que têm as rédeas do poder, que julgam que fazem a realidade. A palavra chave da última frase é precisamente a mais ténue desse encadeado - fragilidade -, e novamente Taleb volta à baila com mais um conjunto de reflexões sobre os processos de decisão do homem. O seu novo livro - Antifragile: things that gain from disorder baralha os pressupostos que nos guiam. Taleb descreve como os erros de dimensão assinalável acabam por ter um efeito compensador pela forma como se busca um modelo para evitar novos descalabros de proporções inaceitáveis. Os pequenos erros, por passarem despercebidos, não servem para despoletar revisões profundas dos paradigmas subjacentes. É necessário que grandes desastres ocorram para que se procure a substituição total do sistema em vigor. No limite, Taleb afirma que o massácre de Newtown nos EUA irá salvar vidas futuras por exigir uma correcção irredutível, ou tendencialmente radical. Mas regressemos a Portugal e tentemos relacionar esta linha de raciocínio com o que se está a passar com as decisões executivas do governo. Se o país prosseguir o caminho da Austeridade irá provocar um evento extremo, a ruína irrecuperável que em última instância obrigará à procura de um modelo de substituição completo. Ou seja, este governo e o próprio conceito de governação encontram-se na via de auto-destruição, arrastando consigo o corpo que deixou de os sustentar. O erro crasso do governo é algo de dimensão assinalável. É algo muito maior que fazer despenhar todos os aviões da TAP em simultâneo, algo maior que a venda de todos os estaleiros a preço de saldo. O que está em causa é uma opção nuclear que ataca o âmago de uma nação, que corroi a esperança e torna ainda mais frágil a nossa condição. Frágil.

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publicado às 17:36

O fruto proibido do Ano Novo.

por John Wolf, em 16.12.12

12 Passos de Natal. Não engula. Cuspa.

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publicado às 17:28

Coleira electrónica preventiva

por John Wolf, em 13.12.12

O Ministério da Justiça está a desenvolver uma pulseira electrónica preventiva. Uma vez que certas profissões registam uma maior incidência de ilícitos, o Gabinete Técnico para a Prevenção da Criminalidade desenvolveu um novo equipamento que serve para dissuadir os delinquentes de levarem por diante os seus intentos. Numa primeira fase serão atribuídas pulseiras electrónicas preventivas à totalidade de deputados, ministros e ex-ministros do governo, estando prevista para os titulares de cargos máximos - como o Presidente da República e o Primeiro Ministro -, uma versão beta de colar electrónico que integra uma webcam e um microfone que não podem ser desligados. 

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publicado às 10:26

Como engraxar botas

por John Wolf, em 11.12.12

 

1. Certifique-se que as botas estão secas.

2. Com uma brussa remova a sujidade geral (terra ou pó) com um movimento uniforme e num sentido apenas.

3. Humedeça uma esponja e passe pelas botas incluindo as solas.

4. Humedeça uma segunda esponja e aplique sabão Inglês directamente sobre o couro.

5. Com uma acção vigorosa cubra a totalidade da superficie das botas com a referida esponja até levantar espuma.

6. Remova o excedente com um pano.

7. Aguarde 30 minutos para que as botas sequem um pouco.

8. Aplique o condicionador de couro para que o couro mantenha a sua elasticidade.

9. Aguarde 30 minutos para que o condicionador seja absorvido.

10. Humedeça uma bola de algodão e recolha um pouco de graxa da lata e aplique nas botas.

11. Aguarde 30 minutos para que a película de graxa seque.

12. Enfie um braço no cano da bota e com a outra use uma escova fina para levantar brilho.

13. Quando o brilho estiver uniforme, calce "na mão" uma meia de vidro ou de cetim e passe sobre a totalidade da superfice das botas.

14. As botas estarão efectivamente engraxadas quando espelharem a sua cara "grosso modo".

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publicado às 14:32

Leituras pelo Caleidoscópio #4

por Faust Von Goethe, em 10.12.12

Selecção Premium:

Notícias cujo título roça pela bizarria:

Para terminar, o primeiro entre muitos postais de natal que prometo postar por estes lados durante os próximos dias:

 

 

Boas leituras. E uma óptima semana!

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publicado às 00:06

Mahatma Saldanha

por John Wolf, em 08.12.12

Provavelmente a notícia publicada pelo jornal Público sobre a morte da enfermeira que deu informações sobre a duquesa de Cambridge não é das mais importantes do mundo. Por essa razão o artigo recebido na redacção do diário Português, directamente da agência Reuters, foi quase de certeza entregue a um estagiário. A ordem dada pela chefe deve ter sido qualquer coisa como isto: "pega lá nesta peça e traduz isto para Português". E assim foi. Acontece que o jornalista ou a jornalista responsável pela versão doméstica nem sequer soube ligar os pontos do artigo e torná-lo um "pouco mais relevante" para a matriz histórica e cultural de Portugal. Escreve (traduz) o jornalista que "as autoridades do hospital, citadas pela BBC, consideraram Jacintha Saldanha  - de ascendência indiana, mãe de dois filhos" (...). De ascendência Indiana? É óbvio que o apelido Saldanha é de origem Portuguesa. Talvez o jornalista responsável pela peça nunca tenha ouvido falar no Império Ultramarino Português e os filhos deixados no sub-continente Indiano. Pode ser que assim não seja, mas a enfermeira de nome Jacinta Saldanha parece ter relação com um ou outro Saldanha. Em suma, em jeito de leitor irritado pela falta de brio do alegado jornalista, qualquer que seja a matéria a noticiar, existe sempre a possibilidade de acrescentar mais uma dimensão aos factos apresentados. O "profissional" que "não assina" a versão Portuguesa revela falta de brio ou ignorância em relação à própria história do seu país. 

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publicado às 09:11

Berlusconi, não lhes dê ideias!!!

por John Wolf, em 07.12.12

Só tenho uma coisa a dizer: Berlusconi, não voltes. Sílvio, não lhes dês ideias. Quando todos julgavam que o bunga-boss estava arrumado, eis que nos supreende com a "ameaça" de que será mais uma vez candidato ao governo de Itália. E isto é mau por diversas razões. É péssimo para a Itália e para as italianas, mas também pelo mau exemplo que constitui. Essa grande falta de vergonha política servirá que nem uma luva a outros regressos triunfais. Ao retorno de governantes dados como defuntos, idos. No entanto, convém sublinhar que a condição política não conhece a morte completa e irreversível. Quando em Portugal se esgotarem os Passos e Portas, os Seguros e Almeidas destas andanças, quem irá espreitar por detrás da cortina da memória curta dos Portugueses? Acertaram em cheio. Esse mesmo, sem tirar nem pôr. Sócrates não fica por aqui. Sócrates não vai ficar por lá. O homem há-de escolher o  momento adequado, algures entre um croissant e uma posta de bacalhau. Estejam de sobreaviso e depois não digam que eu não avisei.

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publicado às 11:00

Fiscal Cliff Richard

por John Wolf, em 05.12.12

A propósito do Fiscal Cliff, e das dificuldades de entendimento entre Republicanos e Democratas, este tema parece ser adequado.

 

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publicado às 17:19

Um Keynes deprimido.

por John Wolf, em 05.12.12

 

Uma depressão Keynesiana.

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publicado às 10:38

Não tem nada a ver com a Revista LER, ler devagar ou ler a correr...

por John Wolf, em 04.12.12

A propósito dos 25 anos da revista LER. Não tem nada a ver.

 

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publicado às 09:56

Facebook´s Digest - 27 de Novembro 2012

por John Wolf, em 27.11.12

Like. Aquele gajo do PS é mesmo fraquito. Experimente o famoso Leite de Colónia. Parece-me bem: a caridade não pode ser exclusivo da outra senhora. E faz hoje 42 anos que George Harrison publicou o seu primeiro disco a solo (o triplo LP "All Things Must Pass"). Lançamento do livro na próxima sexta-feira, dia 30 de Novembro próximo, às 17 horas, no auditório 3 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no encerramento do colóquio. Unfriend. Like. Seguro não se compromete. Prefere comprometer-nos a todos. Mais de duas horas e meia da minha vida em volta de um balcão da EMEL com idas, vindas e voltas. Faltava, da primeira, o documento da viatura, não acreditavam que o próprio era residente no município e invocavam uma norma inscrita num boletim municipal.|fotografia para ficar em silêncio .. e quase a sair de lisboa .. até breve|. Emigração portuguesa em Paris (Imagem 1956).‎"Yes, I'm a Woman, I can go from normal to bitch in 0.5 seconds". Depois de 3 dias de avaria no servidor internacional de internet a Angola, eis que estou neste momento ligado ao mundo outra vez ;). 'O amor, quando a tarde ainda não começou a cair, confunde-se com o canto das aves que só ali estão porque é campo, e não faltavam árvores para os ninhos dessa primavera.' O sentido do trágico aumenta e diminui com a sensualidade -Friedrich Nietzsche. A partir de 2013, uma das refeições da maioria das famílias portuguesas será substituída pela projecção de um instagram, na parede da sala de jantar.rsrsrsrs. Coloquei algo no meu mural mais ou menos semelhante. Essa Copa do Mundo do Brasil .... Acho que vai ser uma Fulecagem! Mto ruim esse nome. La versión en internet del órgano oficial de comunicación del régimen norcoreano, el Diario del Pueblo, se ha hecho eco de una supuesta información publicada por la revista satírica «The Onion» en la que se calificaba al dictador Kim Jong-un como el «hombre vivo más sexy». Mas tem que trazer o pato e as laranjas que aqui só há galinha e arroz! Portugal ainda é dos pequeninos, mas acredite que depois de estar longe a vontade de ser pequenino de novo é enorme. Pois, pois. Se calhar a mulher do juiz é da paróquia do padre.like. lol. O tal hugo mãe, em minúsculo como lhe compete, ganhou um prémio "literário". Se Jorge de Sena fosse vivo decerto não deixaria escapar esta "revelação" de um outro portugalório que nem por ser "modernaço" deixa de ser provinciano. E terminou na Sexta-feira passada, a nossa exposição na Casa Municipal de Estarreja. Queremos agradecer a todos os que contribuiram para que isto fosse possível e avisar que todas as peças estão de volta a nossa loja!

 

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publicado às 17:09

Memórias da fronteira Franco-Mexicana

por John Wolf, em 25.11.12

Na última viagem que realizei fiquei retido na fronteira Franco-Mexicana. Não tinha os documentos exigidos para transpôr a fronteira e deixei-me ficar. Instalei-me na pensão mais próxima e aguardei o desfecho do processo burocrático. Faltava um visto de turista no meu passaporte caduco. Ao jantar aproveitei para provar as iguarias da região. Mandei vir meia-dose de Soufflé de Pozole, mas antes o garçon de mesa tentou-me com um aperitivo - um Kir Real. Quando chegou a conta, paguei com erros. Agradeci com um semblante indigesto e expliquei de onde vinha. Falei das semelhanças, dos costumes e das particularidades de viver numa zona raiana. É engraçado como o mundo é tão pequeno e como as gentes são tão parecidas. A fronteira Luso-Germânica é famosa pelos seus enchidos e por corridas de touro benzidas a cerveja pelos santos padroeiros. Todos os anos sem falta, claro está - a Festa de Outubro.

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publicado às 15:11

Amolador...ou um conto dedicado à falência.

por John Wolf, em 23.11.12

  

Segue o link para o conto "Amolador" que integra o livro "A Reforma do Palhaço e sete contos" (Edições Cosmos, 2011).  

Amolador

 

 

 

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publicado às 14:52

O que se segue ao 14 de Novembro?

por John Wolf, em 16.11.12

Se Darwin fosse chamado a pronunciar-se sobre a evolução da "espécie humana protestante" colocaria a seguinte questão: o que se segue? O que vem a seguir? Na escala da expressão do desagrado, passamos do festival "peace and love" do 15 de Março a um "bater de pé" mais audível a 15 de Setembro, e eis que nos encontramos no "a ferro, fogo e pedra" do 14 de Novembro. Nos meandros académicos muito tem sido pensado e escrito sobre a violência, a ameaça de uso de força e o uso de força. São conceitos operativos distintos que não devem ser emaranhados num novelo, numa novela de culpados e inocentes. Os gansos e patos têm servido de cobaia para investigar o fenómeno estrutural subjacente ao uso de força e manutenção da coesão social. Konrad Lorenz pode ser consultado para ulteriores desenvolvimentos sobre a matéria. Fica a sugestão. Não é minha intenção aprofundar a teoria que sustenta a prática comportamental dos animais...perdão homens. Outros autores e jogos de resultados podem ser estudados para tentar realizar o irrealizável. Interpretar o fenómeno político e social através de uma óptica de custo e benefício, cacetada e submissão - quase sempre dá asneirada. Thomas C. Schelling é outro investigador clássico que ajudará à clarificação dos termos e conceitos que muitos trazem à baila de um modo indiferenciado. Os lançadores de calçada foram violentos ou fizeram o uso da força? E as forças policiais terão explorado ao limite a "ameaça do uso de força", antes de empregarem os meios que foram observados? Mas regressemos ao que pretendo enunciar com esta dissertação. Na escala de meios e resultados obtidos, pergunto qual será o passo seguinte? Será que existe uma expressão mais intensa de protesto do que aquela presenciada em frente ao Parlamento? E é aqui que reside uma parte da problemática. De que forma se protege um cidadão de um seu concidadão? Os "chefes de claque" que embandeiraram em arco as pedras da calçada puseram em causa o colectivo - um consenso quase alargado à totalidade dos manifestantes, um código protestante que postula a voz como arma principal para transmitir a sua indignação, a indignidade a que foram remetidos por decisões políticas. Do outro lado da barricada será legítimo perguntar de que modo as forças de segurança e defesa do Estado podem administrar o uso de força de um modo justo e proporcional. Será possível a medição da bastonada? Seria possível implementar uma escala de impacto, através da qual um sujeito tem direito a 23% da bastonada e outro indivíduo a 77%? O conflito social que está a devassar o país obriga a que se especule sobre os meios à disposição. Para já, e face ao sucedido, ainda nos encontramos no território da semi-racionalidade, das verdades repartidas. Não vi manifestantes a arremessar cocktails Molotov, nem vi a polícia a usar canhões de água ou bombas de gás lacrimogéneo, e esse facto deve ser preservado para um quid pro quo aceitável. Uma marca de distinção no modo de fazer as revoluções. 

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publicado às 16:42

Balança de Pagamentos

por John Wolf, em 14.11.12

A entrada de Vale e Azevedo em Portugal, e a partida de Isaltino Morais para o Gabão, tem a ver com a necessidade de manter um certo equilíbrio na balança de pagamentos.

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publicado às 21:40

Choné do Banco.

por John Wolf, em 10.11.12

 

 

 

Escutado no eléctrico:

 

"Mas esse choné não era do banco privado?"

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publicado às 21:27

Não há palavra mal dita, se não for mal entendida...

por John Wolf, em 08.11.12

 

 

Abriu a época de caça em Portugal. Um festim para canibais, o fogo cruzado entre parentes de um mesmo destino. Insultos que nada subtraem, louvores que pouco acrescentam. O cheiro de palavras anda no ar. Sinais de um fumo exausto, que não sai de cena, da ante-câmara. Enquanto uns são criticados por enunciar, outros são escorraçados por nos fazer rir. Uns são censurados por não marchar e outros por prometerem silêncio - a constrição que acompanha o juramento de uma bandeira rasgada. Quero ver Portugal erguer-se em torno da acção. Mostrar a sua valia, ignorando o ruído que acompanha a encenação. Estou triste por ver Portugal neste estado. Estou angustiado por ver Portugal neste Estado. Para não destruirmos o pouco que resta, faço votos de apenas considerar o excepcional, a obra feita e a que falta realizar. As sobras convertidas em salvo conduto. A passagem para uma margem superior, positiva. Não nos deixemos engolir por esse vórtice, o abismo que nos faz desconfiar de tudo e todos. Que não cheguemos à oração, prostrados - o inimigo não merece essa consideração. 

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publicado às 15:06

O melhor ainda está para vir(?)

por Faust Von Goethe, em 07.11.12

 


Ao contrário do John [que reside em portugal e tem nacionalidade americana], não sou especialista em questões de política norte-americana, confesso.
Mas mesmo assim vou arriscar fazer um breve comentário, tendo em conta o pouco que tenho ouvido por aí, em particular pela boca do Luís (Amado)-que esteve durante algumas horas a comentar as eleições EUA na RTPN durante o início da noite.

Ora bem: O segundo mandato Obama promete ser um mandato TNT pois, embora a campanha de Obama se tenha baseado muito no já famigerado ObamaCare-Romney já tinha implementado uma ideia semelhante enquanto governador- e na criação de empregos na economia para retirar os EUA da recessão, Obama vai provavelmente ter de fazer um backtracking de 4 anos, voltando a uma das suas promessas não cumpridas-a política energética como o mote para reindustrializar a América.
Não sei se "o melhor ainda está para vir" como disse Obama no seu discurso de vitória-ver aqui na íntegra. Desconfio apenas que, depois das políticas expansionistas levadas a cabo pelo FED-que consistiam em injectar dinheiro directamente na economia- que o próximo passo de Obama passará pelo reequilíbrio as suas contas públicas via austeridade fiscal, como já vem sido levado a cabo na europa. Embora este aspecto não tenha sido contemplado na campanha de Obama, é provável que este seja o caminho.
Ao contrário do Senado, a Câmara dos Representantes é controlada maioritariamente por republicanos. E estes não prometem fazer vida fácil a Obama. Pelo menos nesta primeira fase.

Na imagem: "Four more years", uma das fotos que mais "gostos" de sempre partilhada no Facebook.

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publicado às 14:48

Portugal e o tabu dos comes e bebes...

por John Wolf, em 02.11.12

  

Sou um voyeur de insignificâncias. Mas tudo somado pode ser que seja uma pechincha. Consumo pequenas observações e vejo repetidamente o mesmo filme. Durante anos a fio ninguém contou os trocos dos cafézinhos. A bica para acordar mesmo antes de pegar o serviço, o cafezinho a meio da manhã num intervalo inventado entre duas partes laborais inexistentes, o café antes do almoço e já agora que estou na rua (epá o relógio já marca uma hora!), vou mas é encher o bucho e venha de lá mais um café... com a conta por favor. Pois. Há qualquer coisa que não bate certo. Com o caneco - é loiça a mais. Ora façamos contas por baixo, para não dizerem que exagero, que sou bom economista. São 3 cafés diários. De acordo? 3 vezes €0.50 (cinquenta cêntimos...estou novamente a nivelar por baixo) o que perfaz uma diária de €1,50 (um euro e meio). Um ano de cafeína 365 vezes €1,50 = €547.5 (quinhentos e quarenta e sete euros e cinquenta cêntimos). Agora juntem um maço de tabaco por semana. (um maço de tabaco por semana? esse gajo está doido...fumo muito menos!). Vou fixar o preço do maço de Mauboro nos €3,50 (três euros e cinquenta cêntimos). Ora quantas semanas são? 52? É isso. 52 vezes €3,50 = €182 (cento e oitenta e dois euros). Ok. Já estamos a falar de dinheiro. De graveto de verdade. Tudo somado dá uma renda e meia, um salário. Face a esta constatação restará encontrar um regime alternativo. A cafeteira de escritório comparticipada (ou não) pelo trabalhador em regime de parceria privada-privada. Mas ainda não falei de outro tabu. Porque razão os Portugueses ainda têm vergonha do saco da merenda trazido de casa? Porque razão não vemos a sande caseira retirada da mala onde também está o Ipad? Nos outros países os executivos sentam-se no passeio, na entrada da sede e mordiscam a bifana sem pudor. Por vezes a gravata fica com nódoas que nunca mais saiem. Que chatice. Mas esse é o preço a pagar.

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publicado às 12:05

Uma parte apenas do problema...

por John Wolf, em 31.10.12

 

Gostaria de saber se existe uma dimensão da sociedade Portuguesa totalmente virgem e impoluta, com as mãos limpas, que não praticou o jogo das amizades e favores, das trocas e baldrocas. Começo a ficar farto dos intelectuais e artistas (opinion makers, comentadores, jornalistas, editores, académicos e escritores, entre outros) que batem que se farta nos "outros" (como se existissem os outros!), mas que esquecem que fazem parte do sistema, que nasceram a partir dessa matriz de poder, e que são parte do problema - farinha do mesmíssimo saco. Se é para desconfiar de tudo e limpar a casa, então que nenhuma divisão fique esquecida. O conceito de "intocável" não pode servir os intelectuais. Eles não pensam...eles não pensam por nós. Diria que com o andar da carruagem e com tantos fantasmas a sair dos armários, estão com medo, apavorados. Aposto que em breve os podres serão descobertos, destapados com a mesma vulgaridade com que se deseja "sanitizar" os meandros da economia e das finanças. A revolução tem de ser justa e abrangente, repartida irmãmente pela rapaziada. Para que se possa recomeçar sem vestígios da patologia. Da doença que não escolhe as vítimas.

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publicado às 13:19

Jesus Continues

por John Wolf, em 25.10.12

 

JESUS CONTINUES


Tradução directa de "Jesus vai continuar"; autocolante apropriado para pára-choques de viatura no seguimento das eleições para a presidência de um clube de futebol.

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publicado às 22:09

Portugal, comunicação social e cultura...

por John Wolf, em 19.10.12

 

Link do capítulo integral do livro - Portugal Traduzido - edições Cosmos 2008.

 

Comunicação Social e Cultura. 

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publicado às 15:19

Moedinha austera...

por John Wolf, em 18.10.12

 

Já que estamos numa de euros, gostaria de explorar os meandros de um caso enigmático. Um estranho dossier, um mistério complexo e sem aparente solução. Refiro-me à moeda. Não à moeda no sentido clássico; mas a moeda em si. A chapa ganha, a chapa gasta, o pequeno dinheiro que tilinta no bolso quando encontra companhia. Gostaria de saber porque razão o cidadão Português tem uma estranha relação com as moedas? Ou não as tem, ou não as deseja dar de mão beijada. Basta tentar pagar uma bica no café da manhã com uma nota de dez euros e o empregado dispara logo: não arranja uns trocos para facilitar? (facilitar o quê?) O mesmo acontece com o taxista que roda a chave para a primeira corrida do dia e não se equipa com munição adequada, e chegando ao destino nem sequer profere um vocábulo de jeito. Dá um grunhido porque o cliente estendeu a nota. É certo que não existe um dispensador em cada esquina, um multibanco-moeda, mas isso não serve de desculpa. Os comerciantes que preparem o dia seguinte de um modo adequado. Assaltem o mealheiro ou a caixinha de esmolas como se de um banco privado se tratasse. Um BPN dos pequeninos. E depois, ainda há um outro aspecto perverso. Paga-se a sande (gosto da palavra sande...parece que foi mordiscada no fim!) com uma nota de vinte e a outra empregada é mesmo mesquinha. Tem um prazer torcido em despejar uma quantidade invejável de moedas sobre o balcão de vidro e remata: desculpe, vai ter de ser tudo em moedas (pelo menos uma dezena de 10 cêntimos e muitas das outras!) Porém, ainda há outras dimensões que merecem ser interpretadas. O desapego nacional em relação à moedinha pode ter a ver com esse defeito nacional de querer ganhar tudo de uma vez. Será uma espécie de síndrome de Tio Patinhas ao contrário? Não entendo. Talvez pergunte ao próximo arrumador de carros que encontrar. Dos antigos. Porque alguns dos mais novos só aceitam notas.

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publicado às 10:41




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