Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Ulrich e os sem-abrigo escurinhos

por Antero Neves, em 01.02.13

A primeira frase que escrevi quando comecei a redigir este texto foi apagada, e foi-o porque me soou tão familiar que resolvi substituí-la pela original, que será, com certeza, melhor que a minha. A frase é esta:

 

I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

 

e é adequada porque os acontecimentos desta semana serviram para me convencer que vivo num país em que o que nos sai da boca não é avaliado pela veracidade ou realismo das nossas palavras, mas pela conta bancária, posição social ou quadrante político.


Um pais em que se desculpa o racismo e se condena a constatação de que somos todos iguais.

 

Se não for assim, como se explica que na Assembleia da República se indignem por alguém simplesmente se conformar com o facto de que se uns suportam viver nas ruas os outros também o suportariam, enquanto que insultos como "rei-mago escurinho" passam impunes?

 

Querem condenar? Então condenem mas sejam coerentes.

 

Já agora, aproveito outra expressão: se eu aguento mais hipocrisia? Ai aguento, aguento! Sei que vou ter de aguentar porque eles não mudam.

 

 

Quo vadis societatis?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:39




Pesquisa

Pesquisar no Blog  

calendário

Dezembro 2015

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031






Contador