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Ultimamente tenho andado com a vista cansada. Deve ser das lunetas...

A crise sistémica que os países desenvolvidos atravessam tem uma ordem de complexa muito superior ao que se estima. Não havendo um diagonóstico único que correlacione realidades macro com realidades micro, a perseguição desenfreada à propriedade privada e poupanças sob a forma de aumentos progressivos de impostos tem sido a opção vigente, que ao invés de defender o princípio da equidade, tem resultado em dupla injustiça com tendência a expropriação.
Embora a economia especulativa continue a florescer, ao ponto dos derivados financeiros a nível global, representarem actualmente um risco de incumprimento dez vezes superior ao PIB mundial, os governos optam pelo mais fácil-austeridade fiscal-que se resume à celebre alegoria do “homem do fraque”- uma espécie de fiscal bem vestido [de fraque] que acompanha o “devedor” na sombra, chamando-o à atenção na esperança que o perseguido, pague a dívida por vergonha.
Mais do que nunca, a desregulação dos mercados financeiros a nível global, têm representado uma ameaça urgente e potencialmente irreversível que pode conduzir a um retrocesso civilizacional, à semelhança do que aconteceu durante a idade média. Já várias vozes alertaram para este cenário, entre os quais Barack Obama, Alan Greenspan, Warren Buffet e Myron Scholes. Muito recentemente, vozes como as de George Soros tem demonstrado que o valor dos seguros de dívida por incumprimento a.k.a CDS (Credit Default Swaps) deixaram de cumprir os objectivos para que foram criados- i.e. o de quantificarem a “saúde financeira” das empresas e países, ao invés de geraram activos [financeiros] tóxicos que visam ao enriquecimento de bancos de investimento em situação de pré-faléncia.
Perante tal cenário de deriva colectiva, sem esperança, confiança e sentido de humanismo, só nos resta uma solução para tentar evitar o colapso eminente. Esta passa por equilibrar o lado racional com o lado emocional como forma de combater uma civilização tablóide emergente, orquestrada pelas trompetas dos mercados financeiros e das agências de rating.
Como diria Patrick Viveret ”razão instrumental sem inteligência emocional pode levar-nos facilmente a cometer a pior das barbaridades” (cf. Por uma sobriedade feliz, Quarteto 2012, 41).
Em tempos econômicos difíceis é importante garantir que a equidade fiscal deve efectuar-se pelo melhor. Há também a necessidade de moderação, seguindo o exemplo dos líderes. Por esta razão, os ministros cortar os salários dos seus próprios há um ano, a 5%. É bom que o Presidente da República, pelo exemplo de gestão associados a mesma cadeia de Niinisto, retornando o antecessor do seu Presidente Halonen, o nível do prémio. Espero que os líderes de negócios, seguindo o exemplo e reduzir seus salários. Creio, também, os membros dispostos a participar no trabalho. Em vez de gordura, não concordo com a geral. Finlândia não pode ter recursos para baixo- e rendimento médios salários.
Jutta Urpilainen, ministra das finanças Finlandesa (traduzido pelo Bing).
Para que conste para o debate político actual, que tanto cá como lá, o Orçamento de Estado para 2013 não é consensual. No entanto não deixa de ser curioso, ao contrário de cá, de ser o responsável da pasta das finanças a vir levantar a questão da equidade fiscal [nas redes sociais].

Camilo Lourenço. Du bist teil dieser charge von portugiesen, dass, indem er ein auge ist koenig denken. Aber nichts, aber eine perfekte idiot.
Unklar war? Oder sie muessen vom deutschen ins portugiesische uebersetzen, dass Merkel nicht beleidigen des Bundesverfassungsgerichts?

Agora que já soaram as 12 badaladas, e que estamos prestes a pedir os 12 habituais desejos, queria deixar aqui registado uma máxima para este ano, que agora se inicia:
"Não se sintam pressionados a elogiar nem cedam à tentação de simplesmente bajular e criticar. Tentem antes enveredar por aquilo que consideram ser boas acções, criem algo de inovador e empenhem-se naquilo que acreditam, para mais tarde serem reconhecidos e recordados."
NFaust, 31-12-2012.
Chegados ao final do ano civil, há que fazer um pequeno balanço sobre a crise do euro-só para não lhe chamar algo pior.
Findado que está este ano, penso que estaremos todos de acordo num ponto fulcral. Governantes e políticos, da direita à esquerda, comentadores e até economistas encartados, recorrem às decisões do tribunal constitucional para suportar ou para criticar as decisões fracturantes dos governos em exercício de funções. Foi assim em Portugal, quando o tribunal constitucional chumbou categoricamente a suspensão dos subsídios de férias; foi assim há dias quando o tribunal constitucional chumbou a taxação de impostos aos mais ricos. Na Alemanha, embora Merkel tenha sido no último ano implacável e irredutível na gestão da crise do euro, não ousou em desafiar o tribunal constitucional alemão. Aliás, só avançou para a criação do fundo de resgate a nível europeu a.k.a. FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) após a aprovação por parte do tribunal constitucional [alemão].
Embora a Europa viva actualmente um clima de aperto, onde os cidadãos europeus começam a reagir aos poucos, como um todo orgânico-ao ponto de se começarem a interessar vivamente pelo que estava a acontecer nos outros seus países-e embora 2012 tenha sido um ano marcado pela governação tecnocrática, as recentes eleições na europa provaram que a democracia, embora debilitada, ainda funciona. Foi assim na França, onde os franceses não perdoaram o facto de Sarko ter cedido aos caprichos de Merkel. Foi assim na Grécia, um país à beira da ingovernabilidade onde coabita um partido nazi em plena ascenção. E foi também assim em Itália, onde Monti-um verdadeiro tecnocrata no verdadeiro sentido da palavra- não conseguindo levar à avante a sua agenda política, acabou por se demitir, após a aprovação do orçamento de estado para 2013.
Deste ano de 2012 que amanhã finda às 12 badaladas, podemos extrair duas lições sucintas:
No próximo ano será Itália que fará a Europa mexer. Ninguém sabe ainda o que fazer, tendo na mira um eventual regresso de Berlusconi e tendo um Monti que, embora enfraquecido, persiste em levar avante uma agenda austera e reformista. A janela que o liberalismo entreabriu no século XIX para a fomentação da democracia através do exercício parlamentar pode, em pleno século XXI, voltar a fechar-se caso os juízes alinhados politicamente ou dissidentes, usem o tribunal constitucional como panteão da democracia.
Para felicidade de alguns mas para a infelicidade de outros, 2013 será seguramente o ano da democracia constitucional. Em Portugal, embora a justiça esteja aparentemente estabilizada, ainda não encontrou as respostas adequadas e céleres para responder à crise da democracia.
Realiza-se no dia 29 de dezembro, sábado, às 15h30, no auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré, a apresentação do livro "O Julgamento – uma narrativa crítica da justiça", da autoria de Álvaro Laborinho Lúcio.
Na sinopse, o autor refere que o livro «é o produto de uma memória propositadamente não elaborada, sem trabalho de reconstituição, escorrendo em palavras a partir de uma mistura de lembranças e de esquecimentos, desprendida do rigor das provas, alheada dos documentos, dispensada de graves desígnios de certeza como fundamento de uma razão que se quer ver reconhecida. É uma memória... apenas memória! Como acontecia com as testemunhas que eu ouvi! Sem preocupações científicas, falando para gente comum, este livro de restos procura a justiça seguindo o trilho deixado pelas pegadas de muitos. Pelas minhas próprias pegadas. Nele encontro histórias. Revejo factos. Surpreendo pessoas. Releio ensaios. Confesso fracassos. Esqueço erros. Louvo e censuro. Num constante recomeço. Tudo na ilusão, apenas, da justiça.»
Álvaro Laborinho Lúcio. Nasceu a 1 de dezembro de 1941, na Nazaré. É Juiz Conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Desempenhou diversos cargos na hierarquia do Estado Português, entre os quais o de Ministro da Justiça, Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, Secretário de Estado da Administração Interna, Deputado à Assembleia da República, Procurador-Geral Adjunto, Delegado do Procurador-Geral da República, Diretor da Escola de Polícia Judiciária e Diretor do Centro de Estudos Judiciários.Laborinho Lúcio foi agraciado, em Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem D. Raimundo Penaforte e, em Portugal, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
Fonte: Biblioteca Municipal da Nazaré.

Zorrinho afirma que privatização da ANA foi feita de forma obscura.
Talvez possa explicar como um verdadeiro especialista o que isso significa.
Uma prenda de Natal que gostaria de partilhar com todos.
Passadas as 3 primeiras horas do dia 22 Dezembro 2012, registe-se que Gangnam Style já atingiu 1 bilião de visualizações no Youtube-tal qual anunciado na profecia de Nostradamus e confirmado pela primeira-ministra Australiana-e a terra continua intacta. A última foto abaixo, cortesia do satélite NOAA GOES 15 da NASA, mostra-nos uma vista panorâmica da Terra a partir do Oceano Pacífico.
Tirando a parte que entrámos no solstício de Inverno, acrescido de um alinhamento da terra (i.e. o alinhamento do centro do cosmos Aeon, que se dá a cada 26000 anos), o "mundo" visto lá de cima continua na mesma. Pelo menos é o que parece!
Imagem retirada do blog oficial do youtube.

Imagem retirada do site da Revista Forbes.
Imagem retirada da conta twitter da Nasa.
Maria Luís Albuquerque, Secretária de Estado do Tesouro. Para os leigos, a mediadora [principal] do governo em todo este processo.
Lendo nas entrelinhas as declarações de Maria Luís Albuquerque, não encontrei, ao contrário dos actores principais da cena política, qualquer ambiguidade no adiamento da privatização da TAP. Segundo o que se pode inferir pelas declarações da secretária de estado, pretendeu-se assegurar com o processo imediato de privatização, que Efromovich assegurasse, como colateral, [todo] o passivo da TAP.
Como não o fez, a secretária de estado do tesouro activou o plano contingência-adiar a privatização da TAP, assegurando via a Parpública o refinanciamento da dívida da companhia.
Tendo em conta que grande parte da injecção de dinheiro da Parpública será assumido como colateral pela banca comercial, num máximo que poderá ir até aos 90 milhões euros, resta-nos fazer figas para que tenhamos um regresso auspicioso [da banca] aos mercados financeiros, já em 2013 (ano em que também está prevista a extinção da Parpública). E que a privatização da ANA corra bem, ou menos mal.
Como se diz na gíria, "o que tem de ser tem muita força". Infelizmente para o estado Português que tem de abdicar-pressionado-de alguns dos seus anéis. Infelizmente para nós, Portugueses, que temos o péssimo hábito de criar laços umbilicais com bens materiais que são nossos, mas na verdade não o são nem nunca o serão, por não termos capacidade financeira para os manter?!
Tendo como mote o simbolismo da data de hoje-o fim do mundo segundo o Calendário Maia-recomendo:

A propósito da demissão de António Nogueira Leite da Caixa Geral de Depósitos, recomendo-vos uma leitura aprumada ao editorial "O albergue espanhol" escrito Pedro Santos Guerreiro (Julho de 2011).
Boas leituras. E um bom natal!